Pioneiro reclama em C. Mourão
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sábado, 12 de janeiro de 2002
Sid Sauer 
Campo Mourão - O marceneiro Antônio Introvini, 69, acha que o reajuste do IPTU em Campo Mourão (6,5%) até que não foi dos maiores, mas reclama do valor do tributo cobrado na cidade nos últimos anos. É um roubo, protesta. Não sei por que pagamos esse imposto abusivo. Nunca tive benefício com o IPTU.
Introvini, que está em Campo Mourão há 53 anos, mora em um apartamento de três quartos e 127,70 metros quadrados no edifício Casablanca, um prédio de classe média no centro da cidade. No ano passado, o IPTU e a taxas custaram R$ 338,02 para Introvini. Este ano o carnê só chegará no mês que vem, mas o valor do tributo subirá para R$ 359,99.
Sem as taxas, como coleta de lixo e limpeza pública, o IPTU de Introvini custou no ano passado R$ 264,82. Agora vai para R$ 282,03. Os benefícios que a gente recebe, como asfalto, calçada e esgoto são pagos. Então, pra quê um IPTU tão alto?, questiona Introvini. Ele acha que o valor justo seria em torno de R$ 170,00.
O diretor da Secretaria Municipal da Fazenda, Carlos César Mamus, disse que o contribuinte precisa lembrar que a prefeitura mantém creches, escolas e postos de saúde, entre outros serviços. Em 2001, Campo Mourão arrecadou cerca de R$ 2,8 milhões com o IPTU e teve uma inadimplência de 30%.


