Lino Ramos
De Londrina
Especial para a Folha
O pioneiro Au gusto Germano Bentlin, 78 anos, mudou-se para o Parque Guana bara (zona sul de Londrina) em 1964, foi teste munha do cresci mento da região e hoje reclama que falta segurança para as famílias.
Bentlin chegou na cidade com 13 anos de idade, no dia quatro de fevereiro de 1934, vindo de Cosmópolis, interior de São Paulo. ‘‘Antes de Londrina ser município’’, lembra. O pai dele, Augusto, tinha um trabalho difícil: tirar toras de peroba do mato para as serrarias da época.
A família morava na Rua Brasil, em um rancho de palmito, e em 1935 comprou uma chácara onde existe hoje um supermercado. Em 1942 comprou um sítio na região do Ribeirão Três Bocas e em 1964, depois de casado, Augusto Germano Bentlin mudou-se para o Parque Guanabara, um bairro na época com poucos moradores e muito barro, sem água e sem luz elétrica.
Era o tempo em que a barragem do Lago Igapó estava sendo construída. ‘‘O barro era bastante mas estava acostumado. Eu trabalhava com carroça e levava entulho para a porta de casa. Mas a enxurrada carregava’’, relembra. Há quatro anos ele deixou de trabalhar com a carroça. Foi quando sua mula chamada ‘‘Moreira’’ morreu e os filhos pediram para ele deixar de trabalhar.
Bentlin lembra que a região começou a crescer em 1975, com a chegada do asfalto. Quem tinha imóvel na localidade conseguia vender rapidamente. ‘‘Moro aqui há 35 anos e gosto do bairro, mas agora falta segurança. Para mim nunca aconteceu nada, mas os ladrões já entraram três vezes na casa do vizinho’’, reclama.
O vice-presidente da Associação de Moradores Altos do Igapó (Amai) José Luiz Massaro, afirma que a entidade encaminhou um projeto ao 5º Batalhão da Polícia Militar propondo uma parceria para aumentar o policiamento na região. ‘‘Aumentou a criminalidade no bairro e a associação está propondo uma parceria com a PM, fornecendo combustível e um telefone celular’’, adianta.
O Comandante do 5º BPM Silvio José Mazalotti de Araújo, aguarda uma reunião com a Amai para definir a implantação da chamada Polícia Comunitária na região do Guanabara. ‘‘A importância maior é o estreitamento de relações com a população. Com certeza, o atendimento será melhor’’, acredita. O coronel espera a Amai agendar uma reunião para discutir o policiamento.

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