Pioneira distribui araucárias em Foz
Lúcio Flávio Moura
De Foz do Iguaçu
Especial para a Folha
Uma das famílias mais ricas de Foz do Iguaçu está reflorestando a cidade com araucárias espécie-símbolo do Paraná. Os Rafagnin, donos de hotéis, restaurantes e casas noturnas, distribuirão, até o final do mês, 16 mil mudas com folhetos explicativos para garantir o desenvolvimento das plantas.
Os presenteados serão principalmente crianças e adolescentes de escolas públicas e particulares que estão promovendo eventos para comemorar a Semana da Árvore.
Além de jardinar a cidade, coisa que os turistas estrangeiros dão muito valor, é uma forma de torná-la mais paranaense, diz a matriarca Filomena Rafagnin, uma gaúcha de 70 anos que se diz apaixonada por araucárias desde quando chegou ao Oeste paranaense, no final dos anos 50.
É o segundo ano consecutivo que Filomena comanda o programa de reflorestamento, idealizado por uma de suas filhas Nancy Rafagnin Andreolla, diretora da Fundação Cultural de Foz do Iguaçu em uma reunião de família.
Naquele encontro, comentei como era bonita a viagem de Cascavel a Foz quando chegamos à região. As araucárias eram árvores imponentes, lindas. Aquela mata não poderia ter desaparecido nunca, lamenta.
No ano passado, quando a família comemorava 40 anos de chegada à cidade, foram plantadas 14.600 mudas, uma para cada dia passado pelos Rafagnin no Paraná. O objetivo de Filomena é espalhar quase 2 milhões de araucárias em Foz nos próximos dez anos. O investimento é de R$ 2,5 mil por ano, e utiliza os funcionários das empresas Rafain.
O apontador José Clorivaldo Alban, funcionário do grupo Rafain há 21 anos, comandou o cultivo dos 120 quilos de sementes compradas em Curitiba e garante que 90% das mudas irão se transformar em frondosas árvores. Meu sonho é experimentar o pinhão destas araucárias antes de morrer, diz Filomena. Segundo especialistas, a araucária começa a dar frutos aos 25 anos.





