Pintura e exposição de desenhos
Israel Reinstein
De Curitiba
O Dia da Criança serviu para que pais, que costumam não ter muito tempo para se dedicar aos filhos, saíssem ontem para passear e curtir o dia. Em Curitiba, os parques, praças e shopping centers estiveram lotados. Estou sempre viajando e por isso não posso sair com meu filho, diz o motorista de caminhão, Roberto Monteiro, que estava acompanhado do filho Leonardo Figueira Monteiro.
Aproveitei o dia para levar o meu pai para jogar game, conta Leonardo, 7 anos. O menino apostou uma corrida de fórmula 1 com o pai caminhoneiro. E acabei dando uma surra nele, disse o menino. Dei uma chance para ele ficar feliz, justificou o pai.
Mais conservador, Marcos Terkianoski levou seu filho Tiago, 4 anos, para fazer um desenho. Desenhei um cachorro, um carro e uma casa, diz o menino, que participou da promoção da Folha no Estação Plaza Show. No local, foi montado um estande onde as crianças pintavam e expunham seu trabalho.
O mais divertido mesmo é ter o rosto pintado, disse Cristiano Nogueira, 4 anos. Depois de desenhar uma borboleta no rosto, o menino ia assistir a um filme no shopping.
Enfrentando outra realidade, o menino Cleiton se divertia brincando dentro de uma cama de ar, que tinha a forma de um castelo. O Dia da Criança é superlegal, porque a gente brinca com brinquedos que não tem em casa, afirma o menino.
Cleiton vive com outras 22 crianças na Morada do Sol, casa que cuida de órfãos soropositivos ou cujos os pais eram portadores do vírus da Aids.
O menino, que tem 6 anos, disse que faz tempo que não participa de uma grande festa. É bem divertido brincar de pular, pintar o rosto, correr e pintar, diz. Travesso, Cleiton desenhou um carro, indicando que dentro estava o seu pai, já falecido por causa da doença. Quando crescer vou ter um carro igual, afirma.
Toda a festa na Morada do Sol foi promovida pela doação de um empresário. Vivemos da doação das pessoas e de uma pequena ajuda do governo, explicou a responsável pela casa, Amélia Terezinha Chedid.





