Pintor morre afogado no Igapó
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2004
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Uma pescaria noturna com tarrafas no Lago Igapó 1 (Área Central de Londrina) acabou em tragédia para a família do pintor Cícero Antonio de Azevedo, 28 anos. Ele se afogou na noite de segunda-feira enquanto pescava na companhia de um amigo num trecho escuro do lago onde desemboca o Córrego Água Fresca. Neste ano, foi a segunda morte por afogamento registrada na região dos lagos.
O afogamento teria ocorrido por volta das 21h30. Segundo apurou a Polícia Civil, ele teria entrado no lago depois de ingerir bebida alcóolica. O pintor estaria com a rede amarrada à cintura e a causa mais provável é que ele tenha se enrolado na malha e não conseguiu nadar. O amigo chegou a entrar na água mas não conseguiu socorrê-lo porque estava muito escuro.
A pesca com tarrafas, segundo a Polícia Militar Florestal, é permitida apenas para pescadores profissionais que tenham carteira expedida pela Secretaria Estadual de Agricultura. Para usar o equipamento, o pescador precisa respeitar o calendário e a malha indicados pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A cunhada do pintor, Raquel Teotônia da Costa, contou que Azevedo trabalhava em São Paulo e visitava a mulher e duas filhas uma de seis anos e outra de dois anos com frequência. Ele havia chegado no último final de semana e deveria retornar para São Paulo logo após o Carnaval. ''Ele gostava muito de pescar e jogar bola'', lamentou. O pintor, segundo a familiar, havia feito um acordo com a empresa onde trabalhava e pretendia usar o dinheiro do acerto para começar a construção de sua própria casa, no Jardim Franciscato (Zona Sul). ''Ele queria começar a construir dentro de algumas semanas'', apontou.
O corpo do pintor será sepultado hoje, às 8 horas, no Cemitério Jardim da Saudade (Zona Norte). Além de Azevedo, um jovem de 21 anos morreu no lago Igapó 1 em 4 de janeiro deste ano. No ano passado, aconteceram duas mortes no local. O Corpo de Bombeiros mantêm rondas constantes nos lagos durante os finais de semana em virtude da grande quantidade de banhistas que se arriscam a entrar na água.


