Pintor é preso suspeito de abuso
PUBLICAÇÃO
sábado, 20 de dezembro de 2008
Thiago Alonso<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um pintor de 39 anos foi preso em flagrante, na noite de quarta-feira, suspeito de molestar uma garota de 12 anos. O suspeito, transferido na última quinta-feira para o Centro de Triagem II, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), abordou a menina no Colégio Estadual Barão do Rio Branco, no bairro Água Verde, e a acompanhou até a casa dela, no Boa Vista.
Por causa da semelhança na abordagem, a polícia chegou a suspeitar que o homem fosse o assassino de Rachel Onofre, 9 anos, encontrada morta há um mês e meio dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba. Mas essa hipótese foi descartada, de acordo com Gerson Machado, delegado-chefe do 11º Distrito Policial, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), onde o pintor de 39 anos ficou depois de preso. Mesmo assim, o material genético do suspeito do abuso foi recolhido para a realização de um exame de DNA.
O delegado desconfia que o pintor conhecia a família, pois sabia que os pais da garota não estariam em casa. No local, o homem confessou ter beijado e acariciado a criança. Ele foi surpreendido, nu, pela mãe da menina, por volta das 20 horas de quarta-feira. O pintor até tentou fugir, mas vizinhos o impediram. Ele foi preso em flagrante por policiais militares e autuado por atentado violento ao pudor. Primeiro foi encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac) Sul, no Portão, e depois para o 11º DP.
Após ser ameaçado na delegacia por outros presos, seguiu para o Centro de Triagem. A menina passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com o delegado, o pintor negou que o abuso sexual tivesse acontecido. Ele disse ainda que a menina o teria convidado para ir até a casa dela. Lá, o homem teria dado R$ 20 a ela. Segundo ele, a garota pediu o dinheiro.
Não é a primeira vez que o pintor é preso. Nos seus antecedentes criminais há uma condenação por latrocínio -roubo seguido de morte- pela qual passou 17 anos preso. Agora, o crime de atentado violento ao pudor pode render entre dois e quatro anos de reclusão, segundo o delegado Gerson Machado. "Em se tratando de crimes contra menores de idade, a Justiça é bastante rigorosa", diz.


