Curitiba - Um pintor de 39 anos foi preso em flagrante, na noite de quarta-feira, suspeito de molestar uma garota de 12 anos. O suspeito, que foi transferido na última quinta-feira para o Centro de Triagem II, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), abordou a menina no Colégio Estadual Barão do Rio Branco, no bairro Água Verde, e a acompanhou até a casa dela, no Boa Vista.
A polícia chegou a suspeitar que o homem fosse o assassino de Rachel Onofre, 9 anos, encontrada morta há um mês e meio dentro de uma mala na Rodoferroviária de Curitiba, por causa da semelhança na abordagem. Mas a hipótese já foi descartada, de acordo com Gerson Machado, delegado-chefe do 11º Distrito Polícial, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). Mesmo assim, o material genético do suspeito do abuso foi recolhido para a realização de um exame de DNA.
O delegado desconfia que o pintor conhecia a família, pois sabia que os pais da garota não estariam em casa. No local, o homem confessou ter beijado e acariciado a criança. Ele foi surpreendido, nu, pela mãe da menina por volta das 20 horas de quarta-feira. O pintor tentou fugir, mas vizinhos impediram. Ele foi preso em flagrante por policiais militares e autuado por atentado violento ao pudor. Primeiro foi encaminhado ao Centro Integrado de Atendimento ao Cidadão (Ciac) Sul, no Portão, e depois para o 11º DP. Após ser ameaçado na delegacia por outros presos, seguiu para o Centro de Triagem. A menor passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).
De acordo com o delegado, o pintor negou que o abuso sexual tivesse acontecido. Ele disse ainda que a menina é que o convidou para ir até a casa dela. Lá, o homem teria dado R$ 20 para ela. Segundo ele, a garota pediu o dinheiro.
Não é a primeira vez que o pintor é preso. Nos seus antecedentes criminais, há uma condenação por latrocínio - roubo seguido de morte - pela qual passou 17 anos preso. Agora, o crime de atentado violento ao pudor pode render entre dois e quatro anos de reclusão, segundo o delegado Gerson Machado.

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