Pintor é assassinado no portão de casa
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sexta-feira, 31 de janeiro de 2003
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
O pintor Luis Geraldo Silva, 42 anos, foi morto com cinco tiros na noite de anteontem, quando chegava em sua residência, na Rua Walfrido Rincon Kemmerm, no Jardim Catuaí, zona norte de Londrina. Ele foi a 21 vítima de homicídio na cidade no mês de janeiro o segundo mais violento da história de Londrina, ficando atrás de dezembro de 2002, quando 24 pessoas foram assassinadas.
Silva, que trabalhava no Hospital Universitário, foi atingido por dois tiros na cabeça e três no tórax e faleceu no local. Ontem, as investigações sobre a autoria e motivação do crime ainda eram preliminares. Segundo a Polícia Militar, cinco menores teriam participação no crime. Eles teriam se aproximado da vítima e um dos adolescentes teria efetuado os disparos. Essa versão foi cogitada porque, momentos antes do crime, o pintor teria pedido para que um grupo de jovens se afastasse das proximidades de sua residência, onde estariam fumando maconha.
O pintor é pai do menor R., cujo apelido é ''Ratinho'', apreendido no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator. Segundo o delegado-adjunto da 10Subdivisão Policial, Jorge Barbosa, Ratinho e outro adolescente são suspeitos de terem assassinado um outro menor, em dezembro do ano passado. Na época, Silva levou o filho até a delegacia. A polícia investiga a possibilidade desse fato ter ligação com o crime.
Outra linha de investigação da polícia seria um suposto desentendimento de Silva com um enteado de 16 anos, de apelido ''Zóinho'', que está desaparecido. O pintor foi sepultado ontem no Cemitério Jardim da Saudade (zona norte).
Além do homicídio, a noite de quarta-feira também registrou mais violência. O menor C.M.S., 16 anos, foi ferido com um tiro na coxa direita, pouco depois das 20 horas, quando passava pela Rua João Correia dos Santos, no Parque das Indústrias (zona sul). De acordo com a PM, os suspeitos são dois rapazes que estavam em uma motocicleta. C. foi medicado no Hospital da Zona Sul e não corre risco de morte.


