O pintor Cassiano Praes de Almeida, 27 anos, pai da criança encontrada morta em junho, afirmou ontem que a mulher alegou ter perdido o filho num aborto espontâneo devido ao esforço no trabalho. Ele procurou a polícia ontem e prestou depoimento ao delegado Joaquim Antonio de Melo.
''Fiquei chocado com a história do aborto que ela contou. Mas não desconfiei de nada. Quando fiquei sabendo da história do bebê encontrado morto, perguntei para ela e ela negou. Confiei na palavra dela'', revelou Almeida. Eles tiveram um relacionamento e o rapaz garantiu que pretendia assumir o filho.
''Ela sempre foi boa mãe, amorosa. Era uma pessoa centrada. Não dá para entender o porquê disso acontecer'', acrescentou. Também espontaneamente, Almeida foi ao Instituto Médico Legal (IML) para coleta de sangue para o exame de DNA.
O mesmo sentimento de revolta demonstrado pelo pai da criança tomou conta da vizinhança da casa de Marli Gonçalves de Abreu. No meio da tarde de ontem, dezenas de pessoas cercaram a casa dela, na Rua Edgard Lopes França, 88, no Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul). ''A notícia na hora do almoço motivou que a vizinhança se virasse contra a mulher com a intenção de linchá-la''. relatou o aspirante da Polícia Militar (PM), Alexandre Clotario Calaço.
Sem sofrer ferimentos, Marli foi retirada de casa pelos policiais. O destino não foi informado por questão de segurança.

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