Pintor com Doença de Wilson pede ajuda
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terça-feira, 28 de maio de 2013
Walkiria Vieira<br>Equipe NossoDia 
A saúde é o nosso bem mais precioso. Quinze anos atrás, na fase mais ativa da vida, o pintor Valdecir Jorge Paiva Rodrigues, de 39 anos, e toda a família foram pegos de surpresa ao descobrirem que três irmãos eram portadores da Doença de Wilson e entenderam o verdadeiro sentido desta frase. Trata-se de uma doença hereditária, sem cura e que ataca o fígado e o cérebro.
Valdecir e duas irmãs foram diagnosticados com a doença. Segundo o pintor, a partir daí começou a luta pela vida dos três e também uma série de exames para descobrir o grau de comprometimento de cada um. A irmã mais nova não resistiu e faleceu aos 19 anos.
O pintor ficou internado por um tempo. Após a alta, continuou trabalhando como guarda de rua, segurança, servente de pedreiro e pintor. Aos 30 anos, porém, a doença começou a se manifestar. "Morava em Ivaiporã (Vale do Ivaí) e para fazer o tratamento precisei me mudar de vez para para Londrina. Recebi muitas promessas de que aqui seria melhor para eu me tratar, mas só vi sofrimento."
Para a mulher de Valdecir, Marlene de Souza Pietrowqi, de 36 anos, os problemas só aumentaram. "Precisamos deixar a casa que não era de aluguel, as crianças ficaram um mês sem escola e eu, que trabalhava na roça, fiquei sem renda", desabafa Marlene, que hoje se dedica exclusivamente a cuidar do marido.
Para quem olha de longe, a fala esforçada e o olhar de esperança camuflam o sofrimento de Valdecir. "É uma doença destrutiva", resume. "Fica ruim até para eu falar", completa. Dentro do que pode, Marlene tenta atenuar a dor física e emocional do marido. "Precisamos sair do aluguel. Temos uma data com o alicerce pronto aqui em Londrina, no União da Vitória mesmo. Hoje, sobrevivemos com o auxílio-doença dele, que é meio salário, porque para comprar a casa de Ivaiporã foi feito empréstimo", explicou. Para comprar um dos remédios que ele precisa e quando acaba um gás, por exemplo, quem ajuda é a dona da casa onde a família vive. "Ela é muito boa, mas também precisa da renda", entende Marlene.
Para Valdecir, a situação não é fácil. "Acho que homem, quando assume uma mulher, tem que cuidar e proteger. A minha cuida muito bem de mim e também quero fazer isso por ela. Isso é o que mais esquenta a minha cabeça. Também não sei por quanto tempo vou ficar vivo. Passei muito tempo usando o mesmo medicamento e tenho uma cirrose grave, mas queria deixar ela e os filhotinhos bem", diz, referindo-se aos filhos do primeiro casamento de Marlene: uma menina de nove e um menino de 15 anos.
Serviço
Quem puder ajudar Valdecir Rodrigues pode ligar para (43) 9660-6165
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