Pintor assume cargo em Apucarana após 12 anos de luta judicial
Valdeci Olímpio é deficiente físico e foi impedido de ingressar no quadro do funcionalismo sob alegação que não tinha aptidão para o emprego
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 07 de abril de 2025
Valdeci Olímpio é deficiente físico e foi impedido de ingressar no quadro do funcionalismo sob alegação que não tinha aptidão para o emprego
Reportagem local 

O pintor Valdeci Olímpio, popularmente conhecido como Baré, assumiu a função como servidor municipal efetivo da Prefeitura de Apucarana (Centro-Norte) na semana passada. Deficiente físico, Baré teve parte da mão direita e o antebraço amputados em um acidente de trem quando tinha sete anos de idade. Em 2013, mesmo tendo sido aprovado em primeiro lugar em concurso público, foi impedido de ingressar no quadro permanente do funcionalismo mediante alegação de que não tinha aptidão física para o emprego, o que foi agora revertido na Justiça.
A portaria de nomeação e o termo de posse foram assinados pelo prefeito Rodolfo Mota, em solenidade que contou com a presença do vice-prefeito Marcos da Vila Reis, do advogado Aloísio Ferreira, do procurador-geral do Município Dr. Rubens Henrique de França, e de dona Ilda e Maricelma Olimpio, respectivamente mãe e irmã de Baré.
"O Baré, que é conhecido por todos na cidade por ter feito um trabalho muito lindo há mais de 10 anos executando a sinalização das ruas da cidade, tem todas as condições de realizar o seu ofício”, afirmou o prefeito, informando que ele atuará na Secretaria de Serviços Públicos.
Emocionado, o pintor Baré falou sobre o sentimento de estar finalmente ingressando na vaga conquistada. “Muito feliz."
"O Baré já foi servidor do município de Apucarana há cerca de 20 anos, ele fez a pintura do nome das ruas em praticamente todos os postes de Apucarana. Por onde passou encantou com a sua alegria, com seu jeito feliz de trabalhar, amigo de todo mundo, sempre bem quisto por todo mundo e certamente tem muito a contribuir ainda”, contextualizou o advogado, lamentando que a causa tenha chegado ao ponto em que chegou, demorando 12 anos para o restabelecimento da justiça.
(Com informações da Prefeitura de Apucarana)

