Pouco depois das 14h30 de ontem, o jornalista Antonio Marcos Pimenta Neves deixou a carceragem do 13º Distrito Policial, na zona norte de São Paulo. Ele está sendo processado pelo assassinato da jornalista Sandra Gomide, no dia 20 de agosto, num haras em Ibiúna, no interior de São Paulo. Ela foi morta com dois tiros. Desde o dia 24 de agosto, Pimenta Neves estava cumprindo prisão preventiva por determinação da Justiça.
Na sexta-feira, o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar em habeas-corpus a favor de Pimenta Neves, determinando que ele fosse posto em liberdade. Pela jurisprudência do STF, o clamor público não pode ser usado para justificar a decretação de prisão preventiva.
O advogado Luís Francisco Carvalho Filho, um dos defensores do jornalista, informou que seu cliente estava tranquilo e feliz pela decisão do Supremo. Pimenta Neves não conversou com a imprensa quando deixou a prisão.
O advogado Luiz Flávio Gomes, contratado pela família de Sandra para acompanhar o caso, afirmou que vê com ‘‘surpresa’’ a decisão do Supremo. ‘‘Ele não tem mais nenhuma propriedade em São Paulo e também não tem mais emprego. Há uma grande preocupação que ele possa fugir. Teremos mais um homicídio impune no Brasil’’, disse Gomes.

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