Pílula Microvlar volta às farmácias do PR amanhã
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terça-feira, 25 de agosto de 1998
Adriana Ribeiro 
Depois de ter tido sua venda suspensa, o anticoncepcional Microvlar, produzido pela laboratório Shering do Brasil, volta ao mercado. Em Curitiba e Região Metropolitana, ele estará disponível a partir de amanhã, nas farmácias da Rede Drogamed, a maior do Estado. O medicamento teve sua venda proibida pelo Ministério da Saúde há cerca de três meses, depois que um lote produzido apenas para teste de um equipamento de envase foi colocado à venda. A pílula de farinha provocou a gravidez de dezenas de mulheres que utilizavam o produto.
A supervisora técnica da Drogamed, Sandra Mara Kuniyoshi, diz que o medicamento chegará hoje ao depósito da empresa, para depois ser distribuído às 33 farmácias da rede. A empresa encomendou 2.500 unidades do anticoncepcional, a mesma quantidade solicitada em compras feitas antes do escândalo.
A cartela custará R$ 2,90, e voltará ao mercado em nova embalagem. A cor vermelha foi substituída pelo azul e, além disso, o laboratório criou sistemas de segurança para garantir que o produto não seja falsificado. Sandra Kuniyoshi diz que ainda não sabe quais são os mecanismos utilizados para garantir a autenticidade do medicamento.
Mas não será apenas a Drogamed que estará oferecendo o Microvlar. A distribuidora Santa Cruz, uma das maiores do Paraná e responsável pelo abastecimento de grande parte das farmácias existentes no Estado, também já tem disponível um estoque do medicamento. O comprador da distribuidora, Adalberto Vettore, diz que o produto chegou este mês e que já está sendo repassado para os clientes. A quantidade comprada não é divulgada pela empresa.
Segundo ele, a venda do produto está sendo normal. O Sherring, apesar de tudo, é um laboratório que tem respaldo, comenta. Mas para a supervisora da Drogamed, pelo menos neste primeiro momento, a venda do Microvlar deverá entrar em queda. O motivo seria o fato de as mulheres que tomavam o medicamento ter optado por outras marcas na época da proibição.
O farmacêutico José Antônio Camilo, gerente de uma das farmácias da rede Anafarma, também aposta numa redução de 50% na comercialização. Até ontem, ele não sabia quando iria receber a encomenda de Microvlar.


