Pilotos reclamam de torre em Maringá
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quinta-feira, 30 de novembro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Pilotos que operam no Aeroporto Gastão Vidigal, em Maringá, estão revoltados com a falta de sinalização de uma torre de telefonia instalada em uma avenida paralela à pista. Com mais de 50 metros de altura, a torre está pronta há pelo menos um mês, mas ainda não tem as luzes de sinalização noturna. Na realidade, a torre está fora da área de operação, mas o risco sempre existe porque é um obstáculo em potencial. Ainda mais à noite, sem as luzes, diz o piloto Carlos Henrique Pinto.
Ele compara que mesmo no prédio onde mora, no centro da cidade e a pelo menos seis quilômetros do aeroporto, existe sinalização. Se o piloto tiver que arremeter por qualquer motivo, pode bater na torre mesmo em operação visual, explica.
Henrique Pinto acredita, no entanto, que maior risco correm os moradores próximos do aeroporto. O piloto Jonas Lourenço, diretor do Aeroclube de Maringá, confirma que existem riscos para as aeronaves.
Os pilotos que operam por instrumentos, explica Lourenço, não sentem tanto o problema da falta de sinalização da torre. Mas os que fazem os procedimentos de pouso e decolagem visual correm mais risco de acidentes. Apesar de estar fora do eixo da pista, em uma área pouco provável para os procedimentos, pela altura a torre deveria estar sinalizada, diz. Ele diz que a prefeitura, que fiscaliza as obras, ou a administração do aeroporto, deveria cobrar uma posição da empresa responsável.
O administrador do aeroporto de Maringá, José Henrique de Camargo, diz que o papel do município é cuidar do aeroporto e não da área em torno. Para ele, os órgãos de controle de tráfego aéreo são os responsáveis pela fiscalização. A Folha tentou ouvir o Departamento de Aviação Civil (DAC), em Curitiba, e o Cindacta, em Londrina e Curitiba, mas não conseguiu nenhuma resposta. Os funcionários que atenderam às ligações alegam que não cabe aos dois órgãos fiscalizar o problema.
Desde terça-feira, a Folha vem tentando também contato com o responsável técnico da torre, Cledis Corrêa da Silva, mas o telefone dele não atende. Os moradores, que durante toda fase da obra tentaram impedir a montagem da torre no local, querem agora impedir que a estação de radiobase entre em funcionamento. Estamos com um processo na Justiça e coletando novos documentos para impedir que os equipamentos entrem em funcionamento, explicou o presidente da Associação dos Moradores da Zona 8, Gilberto Real Prado.
A entidade juntou um laudo inclusive da Associação Brasileira de Incompatibilidade Eletromagnética, e busca informações com ambientalistas de Londrina, que também lutam para impedir a proliferação das antenas. Nosso obstáculo é que falta material técnico comprovando os males que o equipamento causa à saúde, diz Prado. No final de agosto, moradores de vários bairros de Maringá que lutam contra as torres de telefonia conseguiram aprovar uma lei na Câmara, regulamentando a questão. Agora, novas antenas só podem ser instaladas em áreas industriais. O problema são as mais de 30 que já estão em pé e funcionando, lembra Prado.
Cascavel O aeroporto regional de Cascavel estará fechado para vôos comerciais até a próxima semana, devido a um raio que caiu na pista de pouso na manhã de ontem. Os 12 vôos comerciais que deveriam sair de Cascavel foram transferidos para Toledo e Foz do Iguaçu. Apenas vôos particulares estão sendo possíveis, pois a pista está operando com somente mil metros de comprimento.


