Londrina
O Tribunal do Júri de Londrina se reúne hoje, pela primeira vez neste mês, para julgar o piloto civil José Carlos Ramos, acusado de homicídio simples e ocultação de cadáver. Os dois primeiros julgamentos desta semana, que deveriam ter sido realizados na segunda-feira e ontem, não aconteceram.
João Rodrigo dos Santos, que seria julgado na segunda-feira por homicídio qualificado, morreu recentemente.
Ontem, o julgamento foi adiado porque o réu não apareceu. José Valdir Cândido, acusado de homicídio ocorrido em 1990, respondia ao processo em liberdade e não foi encontrado. De acordo com os autos, o crime aconteceu no dia 14 de outubro, na casa da companheira de José Cândido, no jardim Novo Perobal (zona sul). Ele havia sido avisado que uma quadrilha tentaria matá-lo por causa de divergências antigas.
Quando a vítima, Edgar Maciel Santana, um dos integrantes da quadrilha, tentou pular o muro da residência, foi atingida por um disparo de uma espingarda calibre 28, feito pelo réu. Um segundo tiro atingiu a vítima, que chegou a ser socorrida, mas morreu alguns dias depois, por causa dos ferimentos.
Outros integrantes da quadrilha ainda chegaram a incendiar a casa. O promotor da 1ª Vara Criminal, Janderson Camões de Carvalho Iassaka, relata que, como o réu não justificou a sua ausência ao julgamento, deverá ter a sua prisão preventiva decretada.
O julgamento de hoje tem início às 8h30 e será presidido pelo juiz da 1ª Vara Criminal, Jurandir Reis Júnior. O réu é acusado de ter matado e ocultado o cadáver do corretor Edson Mathias, no dia 12 de março deste ano.
Segundo o promotor, o réu praticou o crime em sua residência, na rua Borba Gato (área central). Após matar a vítima a facadas, José Ramos jogou o corpo de Edson Mathias no lago Igapó (área central).
Na época do crime, José Ramos alegou que matou para se defender, após a vítima ter investido contra ele, armado de uma faca.

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