O piloto Gerson Palermo, acusado de participar do sequestrou de um Boeing 737/200 da Vasp, em 16 de agosto do ano passado, foi condenado, sexta-feira, a 20 anos de prisão e ao pagamento de multa no valor de R$ 23.405,00. A sentença foi proferida pela juíza Anne Karina Stipp Amador da Costa, da Vara Federal Criminal de Londrina. Participaram da operação outras cinco pessoas não identificadas.
Vinte minutos após o Boeing decolar do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu, Palermo obrigou o comandante do vôo a pousar no Aeroporto de Porecatu. Armada com pistolas, a quadrilha fez a tripulação abrir o compartimento de carga e roubou nove malotes do Banco do Brasil contendo R$ 5,56 milhões. Eles fugiram em seguida em um veículo roubado. A aeronave levava 66 passageiros para Curitiba.
Após o assalto, o comandante do Boeing informou a torre de controle do aeroporto de Londrina sobre o assalto e a escala técnica que faria dentro de poucos minutos.
Palermo foi reconhecido por passageiros e tripulantes do vôo e pelo recepcionista do hotel em que teria se hospedado em Foz do Iguaçu. Ele foi preso na Avenida Paulista, em São Paulo, com R$ 66,35 mil em notas separadas por estado de conservação, conforme prevêem as normas do Banco do Brasil. Palermo foi condenado por roubo qualificado, atentado contra a segurança de transporte aéreo e formação de quadrilha.
A juíza não considerou o crime de sequestro já que o desvio da rota da aeronave resultou em roubo e não na privação da liberdade dos passgeiros. Palermo está encarcerado na Prisão Provisória de Curitiba e já responde a processos na Justiça Federal de São Paulo, na Justiça Estadual de Londrina e em varas de execuções penais de São Paulo e Curitiba, entre outras.

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