Piloto pode ter prisão revogada
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quinta-feira, 08 de junho de 2000
Lino Ramos De Londrina 
O promotor da 1ª Vara Criminal, Miguel Sogayar, deve se manifestar hoje sobre o pedido de relaxamento da prisão preventiva do piloto de avião Roberto Wagner Fernandes, 35 anos, acusado de matar com dois tiros de pistola semi-automática sua mulher, a bibliotecária Danyelle Bolsas Fernandes, 27 anos. A preventiva de Fernandes foi decretada pelo juiz João Luiz Cleve Machado no dia 10 de fevereiro deste ano, acatando parecer do Ministério Público (MP).
De acordo com o processo, Roberto Fernandes matou sua esposa em 18 de novembro de 96, por volta da 1h30, em um apartamento do Edifício Regina Isabel, na rua Piauí (centro de Londrina), onde o casal morava. Após uma briga, o piloto teria disparado sua arma várias vezes e acertado dois tiros em Danyelle. Para asegurar a aplicação da Lei Penal, o Ministério Público requereu a prisão preventiva do acusado, disse o promotor Miguel Sogayar. A sentença de pronúncia significa que o réu deve ser levado à júri popular mas o processo não prossegue sem que o acusado seja intimado.
O advogado Antonio do Amaral entende que o juiz decretou a preventiva de Fernandes com base na informação do oficial de justiça de que o réu estaria em lugar incerto e não sabido. Na época da intimação, a mãe do piloto informou que ele estaria trabalhando no Estados Unidos . Mas meu cliente estava viajando ao exterior e poderia viajar sem problema nenhum. Ele tem o maior interesse em responder todos os atos de pronúncia e tem interesse de ser julgado, disse o advgoado.
Antonio do Amaral acredita que o piloto esteja na cidade de São Paulo aguardando a revogação da preventiva para receber a intimação. Segundo ele, Roberto Wagner Fernandes assassinou Danyelle em legítima defesa porque durante a briga a mulher pegou uma arma e tentou matar o acusado. Danyelle estava enciumada com uma relação extra-conjugal, alegou.


