O piloto Ervino Eich Neto, 24 anos, morreu ontem na queda de um avião bimotor em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba. Ele mal havia decolado da pista do aeroclube local quando ocorreu o acidente, por volta das 11h30. O aparelho, um ‘Paulistinha’ experimental, prefixo PTZGD, explodiu no impacto com o chão e o piloto foi carbonizado. A Aeronáutica vai investigar o caso.
O corpo de Eich deve ser enterrado hoje, no Cemitério Jardim da Saudade, em Curitiba. A vítima era comerciante no bairro Umbará, onde vivia com a mulher e a filha de apenas nove meses. Segundo um amigo do piloto, Sérgio Pereira, Eich tirou o brevê aos 18 anos. ‘‘Ele tinha muita experiência e conhecia bem sua aeronave, apesar de só pilotar por hobby’’, conta.
Pereira diz ainda que o avião de Eich era antigo, provavelmente fabricado no final da década de 50. ‘‘Só a investigação da Aeronáutica pode esclarecer o que aconteceu’’, desabafa.
Este é o segundo acidente aéreo registrado no Paraná em menos de dez dias. Sábado retrasado, em Guaratuba, um bimotor Aerocomander, prefixo PT OGF, caiu na Serra do Mar. O avião pertencia à rede de lojas de eletrodomésticos Disapel. O presidente da empresa, Paulo Turciewcz, e mais quatro pessoas que estavam a bordo morreram na queda do aparelho.
O Aerocomander havia decolado às 9h30 do Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, com destino a Joinvile (SC). O piloto do avião, Jair Batista, fez o último contato por rádio às 10 horas, quando informou que prosseguia rumo ao destino com vôo visual. Pouco antes das 11 horas, o Cindacta recebeu informação de um rádio-amador que viu fogo na Serra do Mar, na altura do município de Garuva, a três quilômetros da BR-376.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros decolou às 11h do Bacacheri no helicóptero da Casa Militar do governo estadual. Esse grupo identificou que o local da queda era inacessível por ar. Uma equipe com homens do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar chegou aos destroços pela mata, a partir da BR-376, numa caminhada de três quilômetros.

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