Um avião monomotor PP KDY caiu ontem por volta das 15 horas em Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, resultando na morte de seus dois ocupantes, o piloto Rafael Dembinski e seu amigo Bernardo de Farias Lemos, ambos com 24 anos de idade. Ontem à tarde ninguém sabia precisar, ainda, se as causas do acidente tinham sido um problema mecânico ou erro do piloto.

O motorista Eliseu Agner, 36 anos, viu o acidente de sua casa. ''Ele começou a fazer piruetas, tentou descer em parafuso, mas acho que estava muito baixo e acabou caindo''.

Agner correu em direção à aeronave e ainda encontrou o passageiro com vida. ''Tentei deixar ele mais calmo, dizendo que o socorro já estava chegando.'' O avião caiu no terreno do médico Marcos Caron, nas proximidades do Hospital Angelina Caron. ''Nós vivemos com medo porque eles sempre vêm fazer estas acrobacias por aqui'', reclamou Nair Prestes Fernandes, moradora há 11 anos na região.

Segundo a unidade da Polícia Militar de Campina Grande do Sul que atendeu a ocorrência todas as evidências apontam que o avião caiu de bico. O barranco ao lado sequer foi tocado e o motor do avião ficou enterrado nas ferragens com o impacto.

De acordo com o técnico do Instituto de Criminalística Antonio Carlos Lipinski, logo após a queda havia riscos do avião explodir. Por isso, a primeira providência do Corpo de Bombeiros foi retirar os 140 litros de gasolina existentes em dois tanques do avião. Em seguida, eles passaram a serrar as ferragens para retirar os corpos.

O avião utilizado era um monomotor modelo Super Decathlon, especial para acrobacias, de propriedade da Associação de Acrabacia Aérea Brasileira (Acro), emprestado há pouco mais de dois meses para o Aeroclube do Paraná. O piloto não portava documentos e foi identificado por um instrutor do Aeroclube que estava no local. Mas segundo outro instrutor, Paulo Burigo, Dembinski tinha brevê há quatro ou cinco anos e possuía também habilitação específica para acrobacias. ''Ele sempre pegava aviões no aeroclube e costumava levar amigos junto nos passeios'', disse.

As investigações sobre o acidente ficarão a cargo do Departamento de Aviação Civil (DAC). O laudo com as causas do acidente sai em 90 dias.

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