Piloto acidentado protesta contra redução de benefício
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terça-feira, 23 de janeiro de 2001
Ana Paula Nascimento De Londrina 
O piloto e instrutor de pára-quedismo, Diego Maurício Diaz, 47 anos, iniciou um protesto ontem de manhã, em frente ao prédio do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) de Londrina. Usando um nariz de palhaço e prometendo ficar em greve de fome até a solução do caso, ele desabafou: Estou cansado de tanta palhaçada.
Em julho de 1998, enquanto trafegava de motocicleta pela PR-445, Diego foi atingido por um ônibus do transporte coletivo urbano da empresa Francovig, no cruzamento de acesso ao Catuaí Shopping Center, zona sul da cidade.
O ônibus era dirigido por José Procópio de Oliveira, que segundo testemunhas, não teria respeitado a preferencial. Devido ao impacto no tórax, Diego perdeu os movimentos do braço e da perna esquerda, ficando impossibilitado de trabalhar. O acidente acabou com a minha carreira, tive que vender os meus bens para pagar o tratamento e até agora não fui indenizado, revolta-se Diego. A empresa recorreu e atualmente o processo está no Tribunal de Justiça, em Curitiba.
Nos últimos dois anos, até novembro do ano passado, Diego recebia o auxílio-doença, no valor de R$ 480,00, mas a partir de dezembro foi comunicado que receberia apenas R$ 240,00, como auxílio-acidente. Não acreditei. Fui considerado meio deficiente e por isso vou receber metade do que recebia?, indagou.
A chefe do posto do INSS, Elza Rodrigues, disse que irá reavaliar o caso. Ele passou por uma nova junta médica e se for realmente constatado que ele não tem condições de trabalhar, iremos aposentá-lo por invalidez e ele volta a receber o antigo benefício, explicou Elza. Caso contrário, segundo a funcionária do INSS, ele pode ser encaminhado para um centro de reabilitação que o capacite para outra atividade profissional diferente da que exercia antes do acidente.
A Francovig diz que logo após o atropelamento prestou toda a assistência à vítima e aguarda agora a decisão da Justiça.


