Imagem ilustrativa da imagem Pichados e com vidros quebrados
Módulo pichado na zona norte: ação dos vândalos geralmente ocorre à noite
Imagem ilustrativa da imagem Pichados e com vidros quebrados
| Foto: Fotos: Saulo Ohara
Segundo assessor da prefeitura, os vidros são blindados e duplos e para quebrá-los seria necessário usar uma marreta


Instalados há cerca de cinco meses em Londrina, os abrigos do transporte coletivo que visam atender os veículos do Superbus e também os convencionais já são alvo de vandalismo.

Na Avenida Leste-Oeste, próximo à Rua Rio Grande do Norte (região central), por exemplo, o módulo está pichado e cheio de cartazes que infringem a lei Cidade Limpa. "O povo cobra melhorias e quando elas são feitas acabam depredando. Eu vim de Brasília e lá também os pontos são alvo de vandalismo", relata Marta Rezende, que trabalha próximo a dois desses abrigos. "Hoje há a necessidade de fazer campanha pela preservação dos pontos de ônibus e isso é um absurdo. Todo mundo deveria saber isso", desabafa.

Na Avenida Francisco Gabriel Arruda (zona norte) estão dois casos graves de destruição. Um dos módulos teve dois vidros duplos quebrados e, segundo o mecânico Vanderley Correia dos Santos, que trabalha nas proximidades, isso aconteceu poucos dias após a instalação. "Cada ponto custou mais de R$ 20 mil e é tudo dinheiro nosso; sai do imposto que a gente paga e que não é barato. A gente fica indignado quando acontece uma coisa dessa", critica.

Santos acredita que deveriam ter escolhido um material mais resistente. "Só pensaram na estética; deveria ser outro tipo de material", concorda o pedreiro Lucas Guilherme da Costa Miranda.

A ação dos vândalos, geralmente, ocorre durante a noite ou de madrugada. O vendedor Guilherme Gomes relata que os vidros do abrigo próximo ao seu local de trabalho foram danificados durante a noite - já que ao deixar o trabalho o equipamento estava intacto e no dia seguinte, pela manhã, já se observava a depredação. "Não precisava fazer isso; é nosso dinheiro que está indo embora, sendo jogado no lixo. Todo mundo tem que usar esses abrigos. Aqui no bairro tem bastante gente que usa ônibus", afirma.

SEGURANÇA
O assessor executivo para Projetos Especiais na prefeitura, Carlos Alberto Geirinhas, responsável pelo projeto do SuperBus, relata que queria divulgar sobre a situação dos abrigos para tentar sensibilizar as pessoas. "São vidros blindados, duplos e temperados e não quebram facilmente. Para fazer isso, só com marreta", aponta.

Geirinhas diz que a escolha do vidro foi feita porque era preciso criar abrigos que protegessem da chuva e do vento e que mantivesse a questão da segurança. "Se usássemos outros materiais, a bandidagem poderia se esconder atrás deles", explica.

Em cinco meses foram instalados 10 abrigos simples e cinco duplos. Segundo a presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Inês Dequech, a instalação está dentro do cronograma, já que o prazo vence em abril de 2017. "A previsão é que até o fim deste ano sejam instalados 30 dos 85 pontos de ônibus previstos. Ela ressalta que a prioridade é que esses abrigos sejam instalados em vias de maior movimento e que um dos fatores que pode variar a entrega dos abrigos é a chuva.

O secretário municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, relata que não há nenhuma ocorrência relacionada a vandalismo em abrigos de ônibus pelo serviço 153. E que irá analisar os locais onde ocorreram os danos ao patrimônio para poder realizar um plano de ação relacionada à ronda de viaturas.

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