Pi­cha­ções em mo­nu­men­tos, pra­ças, mu­ros e em ca­sas de Lon­dri­na de­mons­tram que o com­ba­te ao pro­ble­ma ain­da é fa­lho. En­tre os lo­cais atin­gi­dos re­cen­te­men­te es­tão os ob­je­tos or­na­men­tais de con­cre­to na Ave­ni­da Ayr­ton Sen­na, a pra­ça Ro­cha Pom­bo, as pa­re­des do Cen­tro Cul­tu­ral na Ave­ni­da ­Saul El­kind e do Mo­rin­gão, o Mo­nu­men­to aos Pio­nei­ros e a Con­cha Acús­ti­ca.
  Pa­ra o pro­fes­sor de Psi­co­lo­gia So­cial da Uni­ver­si­da­de Es­ta­dual de Lon­dri­na (UEL), ­João Ba­tis­ta Mar­tins, ­além da adre­na­li­na pro­vo­ca­da por es­tar trans­gre­din­do a lei, a pi­cha­ção ser­vem co­mo uma vál­vu­la de es­ca­pe pa­ra os jo­vens. ‘‘­Eles po­dem es­tar em si­tua­ção vio­len­ta ou vi­ven­do dra­mas em re­la­ção à sua iden­ti­da­de ou mes­mo se re­be­lan­do con­tra uma so­cie­da­de que ­exclui’’, afir­mou. Ele res­sal­tou que es­sas mar­cas es­pa­lha­das pe­la ci­da­de são co­mo um ri­to de pas­sa­gem do ado­les­cen­te e que lo­go es­ses pi­cha­do­res dei­xam de ­atuar.
  O gra­fi­tei­ro e ta­tua­dor Ta­deu Ro­ber­to Fer­nan­des de Li­ma Ju­nior, de 31 ­anos, co­nhe­ci­do co­mo Ca­rão, foi um pi­cha­dor dos 15 aos 17 ­anos. Lo­go, apren­deu a ar­te do gra­fi­te e ho­je é uma das re­fe­rên­cias da ­área, ten­do rea­li­za­do vá­rias ex­po­si­ções. ‘‘As pes­soas pre­ci­sam evo­luir e, ao mes­mo tem­po, res­pei­tar a ­cidade’’, dis­se, se re­fe­rin­do aos jo­vens pi­cha­do­res.

● Diferencia-se do grafite por ter um sentido mais provocador, de vandalismo, que sem conceitos estéticos acaba provocando poluição visual

● É considerada uma forma de manifestação artística em espaços públicos; surgiu na década de 1970, em Nova York, e costuma estar ligada ao movimento hip hop


O Programa Folha Cidadania tem como objetivo criar o hábito de leitura entre os jovens.

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