PIC usa hipnose para esclarecer atentado
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 31 de agosto de 2000
Luciana Pombo De Curitiba 
A única testemunha do suposto atentado à Promotoria de Investigações Criminais (PIC) com o uso de duas bombas de fabricação caseira deverá ser submetida a uma sessão de hipnose. O síndico de um prédio das redondezas, que não quer ser identificado por temer represálias, pode auxiliar na elucidação do caso. Pelo menos, é isto o que espera o delegado Guaraci Joarez Abreu, adjunto da Delegacia de Explosivos, Armas e Munições (Deam). Tem certos detalhes que ficam guardados no nosso subconsciente e que só poderão vir à tona com um trabalho hipnótico, afirmou ele.
Durante o depoimento prestado na Deam, o síndico contou que escutou vozes quando tentava dormir em seu apartamento, que fica perto da PIC, no Alto da Glória. Ele chegou a ouvir barulho de vidro quebrando e vozes de pessoas dizendo vamos embora, vamos embora. Pelo barulho, ele suspeitou que fossem três pessoas. Quando ele se aproximou da janela, viu um carro saindo rapidamente. Não conseguiu anotar a placa do veículo, mas suspeita que era um Opala. Estes detalhes poderão ser melhor visualizados na hipnose. E ele concordou em fazer a regressão, comentou.
Além do síndico, foram ouvidos no inquérito o guardião da PIC que estava de plantão no dia do incidente, que disse não ter ouvido nada, e o segurança do Consulado da Polônia, que deveria estar de plantão na quinta-feira da semana passada. O segurança Edson de Oliveira Maia informou em depoimento que deixou o serviço antes das 23 horas de quarta-feira por ter sido informado que não era mais necessário fazer guarda no local. Para a semana que vem, estão sendo aguardados os resultados das perícias feitas pelo Instituto de Criminalística.


