A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina cumpriu ontem mandado de prisão preventiva contra três suspeitos indiciados por estelionato, falsidade ideológica e extorsão. Um deles, Josimar Antônio da Silva, é suposta testemunha da morte da professora de música Estela Pacheco, que na semana passada acabou negando em juízo ter presenciado o crime. Ele relacionou o caso com sua prisão. A PIC desmentiu.
Além de Silva, foram presos seu primo, Humberto Panza Neto, e Josias de Albuquerque. Segundo o promotor Leonir Batisti, os três vinham sendo investigados desde março deste ano. Ele explicou que o grupo agia em três linhas principais: soltavam cheques frios, possivelmente furtados, no mercado; passavam-se por advogados para sustar protestos de dívidas na Justiça; e faziam cobranças para terceiros mediante ameaças.
''Eles chegaram a machucar um indíviduo para cobrar uma dívida, jogando o carro em cima dele. Também se auto-intitularam advogados para pedir sustação de protestos a favor de si mesmos, e apresentaram notas frias como garantia. Como no Fórum se trabalha muito com confiança, nem sempre se pede a carteirinha da OAB. É muito sério enganar a Justiça'', declarou o promotor.
Para justificar a sustação de dívidas referentes à compra de produtos diversos no comércio, ainda segundo a PIC, os suspeitos procuravam antes o Procon e registravam queixas por supostas lesões ao consumidor. Em pelo menos três, de quatro desses processos, eles tiveram sucesso.
O trio também é suspeito de utilizar nomes de empresas inexistentes para aplicar os golpes. Dezenas de folhas de cheque e documentos foram recolhidos pela PIC, mas não haviam sido averiguados até ontem. Computadores e um veículo Fox supostamente obtido sob ameaça também foram apreendidos.
Josimar da Silva, único dos três indiciados que aceitou dar entrevista, declarou que sequer sabia sob quais acusações estava sendo detido. ''Nunca fui estelionatário.'' Batisti garantiu que as investigações contra Josimar eram anteriores ao fato citado por ele.

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