Curitiba O delegado Stélio Machado, o superintendente e um investigador da Delegacia de Homicídios de Curitiba foram presos em flagrante, na tarde de ontem, suspeitos de concussão (extorsão praticada por funcionário público). A informação sobre as prisões foram passadas pelo promotor Ramatis Fávero, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), que participou do flagrante junto com um delegado da Corregedoria da Polícia Civil e de policiais do Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gerco).
Os três detidos foram levados para a Corregedoria-Geral da Polícia Civil para lavratura do auto de flagrante. Segundo Fávero, eles estariam negociando o pagamento de R$ 20 mil para soltar um preso de apelido ''Japonês'' foragido da Justiça de Londrina, onde tinha mandado de prisão expedido desde 2002.
De acordo com o promotor, a PIC de Curitiba foi acionada pela PIC de Londrina, que vinha investigando o paradeiro do ''Japonês'' há meses. Os promotores londrinenses, segundo ele, tinham indicações que o foragido teria sido preso em Curitiba. A PIC de Curitiba sondou as delegacias onde o criminoso poderia estar até chegar a Delegacia de Homicídios. Fávero não soube informar ao certo por qual crime ''Japonês'' foi indiciado.
De acordo com o promotor, outros quatro policiais da Homicídios, também são suspeitos de participar do esquema, mas não estavam na delegacia no momento do flagrante. Eles deverão ser identificados por fotografias.
A Folha conseguiu contato com o delegado Stélio Machado pelo celular, que negou as acusações contra ele e contra os policiais que atuam em sua delegacia. Machado confirmou que estava na Corregedoria, aguardando para ser ouvido, mas disse que não sabia do que se tratava.
Stélio Machado é uma figura pouco comum nos meios policiais. Pastor evangélico, já chamou a atenção da imprensa por promover o casamento de um casal de presos e exorcizou um travesti.

mockup