Na reunião entre delegados e o juiz da 1 Vara Criminal e presidente do Tribunal do Juri de Londrina, João Cléve Machado, ontem à tarde, no Fórum, ficou acertado que o pedido de liberdade provisória impetrado pelo advogado dos policiais presos deverá ser analisado até o final da tarde de hoje. Enquanto isso, a Promotoria de Investigações Criminais (PIC) teria de encaminhar provas materiais contra os suspeitos.
O juiz alegou que acatou o pedido de prisão preventiva porque os suspeitos poderiam interferir nas investigações. ''Se for para escolher entre a palavra de um marginal ou a de um policial, prefiro sempre optar pela do policial'', comentou Machado. O pedido de liberdade provisória já foi encaminhado para apreciação do Ministério Público.
O coordenador da PIC, Leonir Batisti, disse ao final da reunião com membros do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina (Sindipol) que ''ninguém tem o interesse de estigmatizar (os policiais civis) ou se vangloriar e se promover com as prisões'' e lembrou que todos os pedidos de prisões passaram pelo crivo do Judiciário.
Ele apontou que a PIC recebeu informações e estava investigando irregularidades no 4º Distrito Policial há quase um mês, desde 27 de janeiro deste ano, quando houve uma fuga. Segundo o promotor, há indícios fortes de que pelo menos três dos policiais presos teriam envolvimento na cobrança por entrada de bebidas, cigarros, favores e até drogas. ''Há indícios suficientes de autoria e materialidade do crime'', garantiu.
O delegado-chefe da 10 SDP, Jurandir Gonçalves André, afirmou que a Polícia Civil não recebeu nenhuma informação sobre as supostas irregularidades, mesmo porque as investigações da PIC são feitas sob sigilo. Ele assegurou que, em todas as vistorias que fez no distrito, não colheu qualquer informação ou indício que apontasse para as irregularidades.

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