PIC investiga denúncia de extorsão no 2º DP
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
Paulo Ubiratan 
A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) está apurando denúncias de extorsões que estariam sendo praticadas por policiais do 2º Distrito Policial (DP), em Londrina. Ontem à tarde, os promotores Claúdio Esteves, Carla Macarini e Solange Vicentin estiveram no 2º DP, acompanhados do delegado-chefe da 10ª Subdivisão Policial (SDP), Wanderci Corral Fernandes, e do delegado-adjunto Acácio Azevedo. O delegado do 2º DP, Antônio Zuba de Oliva não quis falar, justificando que somente o delegado-chefe poderia se pronunciar sobre o que estava acontecendo. Wanderci disse que as denúncias ainda estavam sendo apuradas e que se existissem responsáveis pelas extorsões eles seriam punidos.
Os promotores e delegados estavam com uma mulher, que depois foi levada pelo delegado Acácio para a sede da 10ª SDP para prestar depoimento. Os promotores não quiseram revelar o nome da mulher e, segundo informações passadas pela polícia, ela seria uma das denunciantes das extorsões. Estamos investigando este caso há tempo. Somente amanhã poderemos falar a respeito, afirmou o promotor Claúdio Esteves, em frente ao prédio do 2º DP. Ele esperava a chave da porta do cartório do distrito para fazer levantamento dos inquéritos policiais. O escrivão, identificado por Camargo, teria levado a chave para casa.
JúriO julgamento de Carlos Cesar Rodrigues de Souza, o Carlão, foi transferido para o próximo mês a pedido do advogado de defesa Luiz Gaya. O advogado justificou doença na família. Carlão matou sua amásia Rita Aparecida da Silva com 14 facadas em 6 de janeiro do ano passado. O crime aconteceu na esquina das Ruas Santa Rita com Santa Margarida (zona sul). O réu já foi condenado por outro homicídio.


