PIC diz que denúncias caíram a zero em 97
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segunda-feira, 05 de maio de 1997
Da Sucursal 
O Ministério Público, através da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), recebia no ano passado uma média de duas a três denúncias por semana de irregularidades na Delegacia de Antitóxicos. Hoje, garante que o número caiu a zero.
Dos vários casos registrados em 96, dois funcionaram como estopim para o afastamento dos 35 policiais da delegacia, em dezembro. Um deles foi a denúncia de um empresário que afirmou ter sido extorquido para se livrar de um flagrante por tráfico de drogas. Policiais da Antitóxicos teriam colocado três quilos de maconha no tanque de combustível do carro do empresário, um Fiat Tipo furtado e recuperado pela polícia.
Quando foi resgatar o automóvel, o dono recebeu ordem de prisão e a proposta: se pagasse R$ 10 mil, o flagrante reduziria o volume da droga de três quilos para 40 gramas. O empresário pagou a propina e depois denunciou o caso à Corregedoria.
A outra denúncia foi feita pelas mães de duas adolescentes que estariam sendo usadas por policiais para atrair pessoas com o objetivo de extorsão. As denúncias colocaram sob investigação seis dos 35 policiais afastados da Antitóxicos, sobre os quais recaíam acusações diretas de envolvimento em crimes.
Na época, foram divulgados os nomes do superintendente Antônio Ferreira e dos investigadores conhecidos como Ferri, Humberto e Jari. Segundo o diretor geral da Polícia Civil, Toleb Baleche, os policiais sob suspeita foram transferidos e hoje cumprem apenas funções burocráticas.


