A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina deverá iniciar seu trabalho dentro de aproximadamente 15 dias. Com atividade concentrada na macrocriminalidade, a PIC terá em sua fase inicial uma atuação local. Em uma segunda etapa ela abrangerá a Região Metropolitana e cidades vizinhas.
A instalação da PIC no Norte do Paraná segue uma proposta de descentralização do governo do Estado, já que por enquanto apenas Curitiba conta com esse tipo de atuação. Além de Londrina, Cascavel e Foz do Iguaçu também contarão com promotorias criminais. A PIC-Londrina será formada por três promotores, um delegado de polícia, investigadores e policiais militares. As negociações para a locação de um imóvel na Rua Júlio Estrela Moreira (área central) estão bastante adiantadas e a previsão é de que o contrato seja assinado nos próximos dias.
Embora não haja subordinação hierárquica, a coordenação geral fica à cargo dos membros do Ministério Público. Em Londrina, foram destacados os promotores Leonir Batisti, Cláudio Esteves e Jorge Barreto. O delegado e os demais policiais civis e militares deverão ser destacados pelos comandos das duas polícias.
Em entrevista à Folha, Batisti explicou que a PIC trabalha sobretudo preventivamente, embora também tenha atuação repressiva, apurando informações de setores específicos. ''Ela cria a demanda, agindo antecipadamente'', destacou o promotor. E o primeiro desafio dos promotores e policiais, segundo Batisti, será justamente identificar os setores para serem atacados. A idéia é combater mais efetivamente delitos como crime organizado, sonegação fiscal e falsificações.
Batisti disse que a descentralização da atuação da PIC traz uma nova expectativa no combate à criminalidade para as cidades do interior. ''Considero uma tentativa de avanço, pois a PIC terá condições de atacar pontos até então inatacáveis.''

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