Pianista prodígio participa de Festival
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quarta-feira, 25 de julho de 2018
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 

Aos 14 anos, o pianista Estefan Iatcekiw, de Curitiba, coleciona prêmios em concursos de música no Brasil e no exterior. Aluno da professora Olga Kiun, do Festival Internacional de Música de Londrina, ele está na cidade participando das aulas da mentora que também o ensina na capital. Souza Lima, Edna Bassetti Habith, concurso Mackenzie, Sinfônica de Goiânia, concurso Prelúdio, da TV Cultura, o prêmio internacional Rachmaninov e o segundo lugar no concurso Santa Cecília, que ele recebeu há poucos dias em Portugal, são algumas conquistas deste pianista prodígio que se interessou por piano aos cinco anos de idade.
"Minha mãe queria me dar uma bicicleta no Dias das Crianças, mas eu pedi um piano. Ganhei um teclado e comecei a tocar músicas que via na televisão. Ela percebeu que eu tinha algo diferente e procurou aulas de piano. Foi assim que descobri possuir 'ouvido absoluto'. Eu sentia uma angústia quando ouvia os sons, mas não sabia explicar. Aquele teclado me libertou", relata.
Estefan foi criado apenas pela mãe, Josiane Alanis, que atualmente o acompanha em aulas, concursos e festivais. "Minha mãe deu a vida dela por mim. Eu não estaria aqui se tivesse outra mãe", agradece ele, que aos 9 anos foi orientado pelo professor de piano a procurar a pianista Olga Kiun. "Ele disse que não podia me ensinar mais nada e me indicou a Olga. Foi assim que a conheci."
No primeiro encontro, a professora executou uma peça e pediu para ele dizer as notas tocadas, o que o adolescente realizou. "Eu estava muito nervoso, porque queria me desenvolver mais e não estava conseguindo com meu antigo professor. Depois que citei todas as notas, ela disse que ia me ensinar porque eu tinha talento, dedicação e ouvido absoluto, o que é muito raro", contou.
Desde então, a carreira de Estefan deslanchou. "Passei a participar de concursos e concertos. Agora me preparo para estudar na Europa", comemora. Apesar dos 14 anos, o pianista está terminando o ensino médio. Após passar por testes, ele foi diagnosticado com altas habilidades e, por isso, fez testes para avançar as séries escolares. "No ano que vem, poderei me dedicar apenas à música", comemora ele, para quem tocar piano não é uma escolha. "É a única opção. Nunca imaginei fazer outra coisa."


