Piá Ambiental deverá ser inaugurado ainda neste mês
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terça-feira, 10 de junho de 1997
Lucília Okamura 
O Centro Comunitário de Educação Ambiental - Piá Ambiental -, localizado na rua Nicarágua, vila Brasil (área central), deve ser inaugurado até o final do mês. A previsão é do superintendente regional da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Takushi Maeda. Ele explica que a obra já está praticamente concluída, faltando apenas a Prefeitura concluir pequenos acertos no terreno, como a construção de uma canaleta para escoamento de água.
O centro comunitário ocupa uma área de 10 mil metros quadrados, com um prédio de 249 metros quadrados. O local será utilizado para trabalhos com crianças carentes e os projetos serão feitos em parceria entre o Governo e a Prefeitura.
Serão desenvolvidas atividades ligadas ao meio ambiente, como jardinagem e reaproveitamento de lixo. O Governo destinou R$ 300 mil para a revitalização da área, que inclui ainda um parque infantil, campo de futebol suíço, quadras esportivas e uma praça.
Takushi Maeda afirma que, depois de a Prefeitura efetuar os acertos, irá ser feito um retoque na pintura para, finalmente, a obra ser inaugurada. Ele informa que o Estado já liberou a aquisição de equipamentos necessários para o centro, como geladeira, fogão e mesas. Estamos esperando a vinda dos equipamentos ou a liberação da verba.
As obras do centro comunitário tiveram início em setembro do ano passado e, inicialmente, era previsto que fossem concluídas em 45 dias. Naquele mês, a obra chegou a ser embargada pela Prefeitura. A alegação era de que a empreiteira contratada para executar o serviço não havia apresentado, na Prefeitura, o projeto do centro comunitário para ser aprovado. As chuvas também atrasaram a construção.
Ainda no ano passado, a construção do centro comunitário chegou a criar polêmica porque a Prefeitura também estava erguendo uma obra parecida, a Escola do Meio Ambiente, próxima à barragem do lago Igapó (zona sul). A obra desta escola está paralisada desde o final de novembro e, no início deste ano, o presidente da Autarquia do Meio Ambiente (AMA), Nelson Kohatsu, chegou a admitir que ela poderia ter outra destinação.
Ontem, Nelson Kohatsu disse que a construção da escola está parada por falta de recursos e que seria prematuro falar da sua destinação. Ele alega que primeiro é preciso terminar a obra para depois se discutir o que será feito no local.
O presidente da AMA afirma que seriam necessários entre R$ 120 mil e R$ 150 mil para concluir a escola - que tem 570 metros quadrados - e que não existe perspectiva de quando haverá recursos.


