PG vive final de semana mais violento
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terça-feira, 27 de novembro de 2001
Denise Angelo <br> De Ponta Grossa 
Entre as seis maiores cidades do Estado, Ponta Grossa é a segunda mais tranquila com relação ao número de homicídios registrado este ano. Enquanto municípios do mesmo porte tiveram mais de 60 homicídios até o final de outubro, em Ponta Grossa haviam sido registrados 49. A cidade só perde para Maringá, que nos dez primeiros meses do ano teve 11 assassinatos. Mas neste final de semana a violência em Ponta Grossa surpreendeu. Foram quatro assassinatos em 48 horas.
A onda de violência começou no sábado pela manhã, quando Juliano Mascarenhas Rosa, 20 anos, disparou três tiros contra sua namorada, Rosemeire Cristina da Silva, 29 anos, que tinha vindo de Itaporanga, interior de São Paulo, especialmente para visitá-lo. Vizinhos de Juliano contam que ele se desentendeu com a namorada por ciúmes e acabou efetuando os disparos. Rosemeire chegou a ser atendida pelo Siate, mas não resistiu e morreu uma hora mais tarde.
Perto da meia noite de sábado, foi a vez de Maria Zelita de Carvalho Machado, 46 anos, agredir seu genro Laudir de Andrade Carvalho, 25 anos, com uma faca. Ela alega que agiu em defesa da filha, Jocemara Carvalho, que estava sendo espancada pelo marido. Maria Zelita deu somente uma facada em Laudir, mas o golpe foi certeiro e ele morreu a caminho do hospital.
No domingo a polícia encontrou o corpo de um andarilho que foi morto a pauladas. A vítima ainda não foi identificada nem o autor do crime. E na manhã de ontem a polícia encontrou o corpo de Irajá Scarpim, 40 anos. O Instituto Médico Legal (IML) ainda não divulgou o número de balas que atingiram Scarpim, nem o dia provável de sua morte, mas ele estava desaparecido desde sábado. O chefe do Setor de Investigação da 13 Subdivisão Policial, Jorge Sebastião Filho, acredita que tenha sido latrocínio, já que o veículo Gol, de propriedade de Scarpim, ainda está desaparecido.


