O caminhão da coleta seletiva de lixo reciclável começou a operar ontem em Ponta Grossa. Apesar da prefeitura já estar divulgando a campanha ‘‘Recicle esta idéia’’ e ter visitado alguns bairros anteriormente, nem toda a população separou o lixo para a coleta. No bairro Jardim Carvalho, por exemplo, os coletores de lixo tiveram que chamar os moradores para perguntar se havia lixo reciclável para ser transportado.
A moradora Luiza Martins disse que o projeto é bom, mas que ela esqueceu de separar o lixo, embora tivesse visto a campanha na televisão. O mesmo aconteceu com vizinha dela, Lila Araújo. Ela confessou que simplesmente não lembrou que o caminhão passaria ontem.
Entre o material que foi coletado, a maior parte era de garrafas de plástico de refrigerante e caixas de papelão. Esse material está sendo coletado sem classificação, ou seja, o morador apenas separa o lixo orgânico do lixo reciclável. A classificação e a valorização é feita pela cooperativa de catadores, que reúne cerca de 50 pessoas, num galpão cedido pela prefeitura.
Uma tonelada de tampinha de plástico, encontrada nas garrafas de refrigerante, custa cerca de R$ 250,00. A mesma quantidade de alumínio chega a valer R$ 900,00. Segundo o catador Aírton Fernandes, esses valores são o dobro do que eles conseguiam vendendo o material, na época em que cada um dos catadores retirava lixo reciclável do lixão do Botuquara, o depósito de lixo de Ponta Grossa. Aírton conta que conseguia ganhar por mês cerca de R$ 350,00, dependendo da época. Agora ele espera melhorar o orçamento.
Os catadores costumavam coletar no lixão de 40 a 50 quilos de lixo cada um por dia, utilizando uma bicicleta. Com o trabalho cooperativo, a expectativa é dobrar a quantidade.
Programação - Hoje a coleta de lixo reciclável acontece no Jardim América e amanhã na região central da cidade, voltando em dias alternados. A meta é que todos os bairros estejam separando material dentro de dois anos. Esses bairros foram escolhidos incialmente porque a população tem um poder aquisitivo maior, o que a torna consumidora de produtos mais caros, cujo material pode geralmente ser reciclável.
Uma equipe da Secretaria Municipal de Turismo e Meio Ambiente incia esta semana uma série de visitas às escolas do município para difundir a idéia da reciclagem de lixo e para convidar os estudantes para um concurso, que vai escolher o nome do mascote da campanha. A divulgação também está sendo feita com a distribuição de 50 mil cartilhas educativas e dez mil folhetos e através de comerciais na TV e no rádio.
A população de Ponta Grossa produz hoje cerca de 100 toneladas de lixo por dia.César FerrariSem adesão da população, coletadores tiveram que bater nas casas para perguntar se havia lixoKelly Cristina Prudencio

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