Curitiba

Arquivo FolhaNo Aeroporto Afonso Pena, aparelhos de raio X verificam a bagagem de mão dos passageirosA superintendência da Polícia Federal no Paraná vai criar um esquadrão anti-bombas, treinando seus policiais para detectar e neutralizar bombas nos dois aeroportos internacionais do Estado (Afonso Pena e Foz do Iguaçu) e em órgãos federais. O projeto ainda está sendo lapidado e não tem data para ser concluído.
O treinamento desse esquadrão vai englobar desde ações preventivas até como proceder ao encontrar um pacote suspeito.
Uma das dificuldades da Polícia Federal é atuar em locais onde não há planejamento de situações de emergência. ‘‘Em geral as saídas são identificadas com placas muito pequenas, mal iluminadas e as pessoas que trabalham no local não têm qualquer treinamento’’, diz o chefe da seção de criminalística da PF, Aggeu Lemos Bezerra Neto.
A Polícia Federal está também operando com maior rigor na fiscalização de bagagens no Aeroporto Internacional Afonso Pena em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. ‘‘Em parceria com a Infraero e Departamento de Aviação Civil, a PF procura otimizar os equipamentos disponíveis e ampliar o grau de confiabilidade do sistema’’, informa o delegado regional da PF, Luiz Melzer.
Ele afirma que desde a inauguração do Aeroporto Internacional Afonso Pena, há um ano, a PF fiscaliza as dependências durante as 24 horas do dia. Aparelhos de raio X verificam a bagagem de mão dos passageiros e a que foi despachada pelas esteiras. Todos os passageiros atravessam um pórtico para detecção de metais e os policiais têm vários detectores manuais à disposição.
De acordo com o superintendente da Infraero, João Roberto de Paula, 65 câmaras de vídeo gravam toda a movimentação nas dependências do aeroporto. Existe também um sistema de controle de acesso automatizado para os funcionários, que além de crachás usam senhas para entrar em alguns lugares.
O superintendente da Infraero lembra que toda essa estrutura de segurança se limita aos aeroportos internacionais. Nos que operam apenas vôos domésticos, a segurança fica por conta das companhias aéreas.

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