PF tira autonomia administrativa de delegacias
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 04 de março de 2015
Guilherme Batista<br> Equipe Bonde 
Londrina - A autonomia administrativa da Delegacia da Polícia Federal (PF) em Londrina foi cassada pelo governo federal. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União da última quarta-feira, mas vale desde novembro do ano passado. "A unidade de Londrina não é mais gestora e, por isso, não tem mais orçamento próprio. As questões administrativas e financeiras estão todas centralizadas na Superintendência Regional da Polícia Federal, em Curitiba", explicou o delegado chefe da PF em Londrina, Nilson Antunes.
Ele explicou que, até novembro do ano passado, a delegacia precisou manter policiais cuidando do setor administrativo em Londrina. "Antes, tínhamos que ter um efetivo para cuidar do orçamento. Agora, esses profissionais estão liberados para realizar mais ações policiais", destacou.
Questionado se a transferência dos encargos para Curitiba pode significar lentidão no momento de resolver algumas pendências, o delegado negou e informou que alguns funcionários da PF em Londrina foram transferidos para Curitiba justamente para reforçar o setor administrativo de lá. "A superintendência tem uma área específica para cuidar da burocracia. O setor é especializado e atende todas as unidades do Estado a contento", garantiu.
Pela publicação do Diário Oficial da União, a Delegacia da PF em Maringá também teve a autonomia administrativa cassada. Assim como a unidade de Londrina, o órgão maringaense deixará de ter orçamento próprio e passará a ter os trâmites burocráticos cuidados pela superintendência na capital.
A assessoria de imprensa da Polícia Federal no Paraná comunicou ainda que as atividades administrativas da unidade de Cascavel foram transferidas para a delegacia de Foz do Iguaçu (Oeste), que, conforme a assessoria, já cuidava dos encargos da unidade de Guaíra.
Para justificar as mudanças, a PF comunicou, por meio da publicação no Diário Oficial, que as delegacias de Londrina e Maringá não tinham número suficiente de servidores administrativos para a realização das "atividades logísticas relativas a licitações e contratos, execução orçamentária e financeira, patrimônio e almoxarifado".


