PF suspeita de ação de quadrilha no Banespa
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sexta-feira, 07 de dezembro de 2001
Erika Wandembruck<Br>De Curitiba 
O delegado da Polícia Federal (PF), Evaristo Kuceki, suspeita de que Odinelson Honório, escriturário do Banespa preso na segunda-feira, em Paranaguá, faça parte de uma quadrilha especializada em aplicar golpes em empresas por meio da falsificação de autenticações dos recibos de impostos aduaneiros. Em uma busca realizada na casa de Honório foram encontrados recibos de uma conta numa agência da Caixa Econômica Federal (CEF) de Curitiba, cujo saldo em outubro deste ano era de R$ 145 mil.
O delegado não quis divulgar o nome do responsável pela conta bancária usada pelo grupo para não atrapalhar as investigações, mas adiantou que vai fazer o rastreamento em busca de novas informações. Honório foi removido ontem para a superintendência da PF em Curitiba por causa da falta de segurança em Paranaguá.
O depoimento de Honório realizado ontem de manhã não convenceu a polícia. ''Ele colocou toda a culpa no comparsa, o supervisor de caixa Adalberto Zara''. disse o delegado. O acusado alegou que só emprestava a conta de uma tia para Zara depositar os cheques. Para isso recebia entre R$ 1 mil a R$ 2 mil por cheque compensado.
Quanto aos recibos encontrados, Honório disse que os pegou por engano no caixa eletrônico quando tirava o saldo de sua conta.'' Ele também não soube explicar a origem dos mais de US$ 11 mil que a polícia achou na casa onde mora, quando foi preso. ''Honório está sendo indiciado por apropriação indébita e falsificação de documentos. Já Zara, que responderá o processo em liberdade, será intimado a depor na próxima semana e também poderá ser indiciado pelos mesmos crimes.
O golpe, que pode ter rendido à quadrilha de R$ 1 milhão a R$ 4 milhões, conta com o auxílio de um funcionário ainda não identificado da empresa de despachos aduaneiros Sulamericana. Os acusados se utilizavam de uma máquina de autenticação do banco para forjar o pagamento dos impostos pelas empresas. De posse dos cheques, faziam depósitos na conta do ''laranja'' José Luiz Pelegrin, que assinava cheques em branco para Honório, que por sua vez, os depositava na conta da tia.


