PF quer conter assaltos na Ponte
PUBLICAÇÃO
sábado, 18 de julho de 1998
Edna Mendes 
A Polícia Federal de Foz do Iguaçu realizou ontem, durante todo o dia na Ponte da Amizade, fronteira entre Brasil e Paraguai, uma operação para reprimir os frequentes assaltos e roubos que vem acontecendo no local.
Diariamente cerca de 10 pessoas, vítimas de assaltos na ponte, registram queixa na Polícia Civil. Porém, a polícia acredita que esse número seja bem maior, já que as pessoas roubadas geralmente são de outras cidades e acabam viajando sem informar a polícia sobre o roubo.
Uma equipe de 15 policiais trabalhou na blitz. Os policiais abordaram, principalmente, cigarreiros (pessoas que atravessam a ponte com cigarro contrabandeado). Até o meio-dia de ontem, nenhuma pessoa havia sido detida. Até esse período também não houve apreensão de drogas.
A PF também recolheu suportes feitos com fita adesiva que os cigarreiros usam para carregar as caixas de cigarro. A documentação dos compristas e cigarreiros foi checada.
A PF não têm estatísticas sobre números de pessoas fiscalizadas, mas estima-se que cerca de mil pessoas tenham sido abordadas.
Somente nas primeiras duas horas da operação de ontem, quatro pessoas se queixaram à polícia que tinham sido assaltadas. Uma delas teve R$ 2 mil roubados. Os ladrões atacam em grupos de cinco a oito pessoas, imobilizando a vítima.
Segundo um policial federal que atuou na operação de ontem, mas que não quis ser identificado, com a intensificação da fiscalização sobre os cigarreiros que agem na ponte, o número de assaltos aumentou nos últimos meses. A Polícia Federal coibe a passagem deles, com isso aumentam os assaltos. A justificativa seria a de que eles tem que levar alguma coisa para casa, frisa.


