A Delegacia da Polícia Federal em Londrina usou um forno de uma empresa na Zona Oeste para incinerar uma tonelada de drogas na tarde de ontem, acumuladas em apreensões que geraram 33 inquéritos policiais instaurados nos últimos anos. A destruição foi autorizada pela Justiça. A última operação de incineração realizada pela Polícia Federal aconteceu em setembro do ano passado.
De acordo com a PF, foram incinerados 931 kg de maconha, 30,5 kg cocaína, 35 kg de crack e mais 216 frascos de lança-perfume. Cerca de duas horas após os pacotes serem lançados no forno com temperatura de cerca de 100 graus tudo virou cinza. O valor total dos entorpecentes destruídos não foi divulgado por questões de segurança mas apenas a carga de crack, apreendida pela Promotoria de Investigações Criminais (PIC) em novembro do ano passado, foi avaliada em cerca de R$ 300 mil.
No ano passado, a PF já havia incinerado mais de 1,2 mil kg de entorpecentes. O delegado-chefe da PF, Élcio Fuscolin, informou que mesmo com a incineração de ontem, o depósito da PF continua armazenando uma quantidade semelhante de drogas.
A incineração foi autorizada pela Justiça Federal. Porções de cada uma das apreensões realizadas continuam armazenadas porque são provas contra os acusados que ainda não foram julgados. Na operação de ontem, participaram cerca de 10 agentes federais. Representantes da PIC também acompanharam o trabalho de destruição.
Fuscolin aproveitou a ocasião para divulgar um comparativo das apreensões de entorpecentes feitas pela PF entre 2005 e 2006, dados estes que a Folha já havia adiantado na quarta-feira. Segundo o delegado, no ano passado foram apreendidos 32 kg de cocaína contra 30 kg até agosto deste ano; 1,2 mil kg de maconha em 2005 e apenas 250 kg neste ano. Fuscolin argumentou que as apreensões de maconha caíram tanto porque os flagrantes realizados pela Polícia Militar em Londrina e região deixaram de ser encaminhados para a PF e passaram a ser encaminhados diretamente para a Polícia Civil. Mas o delegado admitiu que os traficantes também estão ''aperfeiçoando seus sistemas de transporte'' na tentativa de dificultar o trabalho policial.

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