PF procura comerciante acusado de tráfico
Quadrilha teria ligações com o narcotráfico colombiano atuava em Maringá
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segunda-feira, 29 de agosto de 2005
Quadrilha teria ligações com o narcotráfico colombiano atuava em Maringá
Maringá - O comerciante de veículos O. R. do A., de Maringá, acusado de integrar uma quadrilha que teria ligações com o narcotráfico colombiano, continua foragido da polícia. No domingo, a Polícia Federal apreendeu 212 quilos de cocaína em pó dentro da carroceria de uma caminhonete F-250, com placas de São Paulo. A Folha apurou que a carga, pronta para consumo, está avaliada em cerca de R$ 4 milhões. Segundo a PF, foi a maior apreensão estadual de cocaína nos últimos cinco anos.
Três pessoas foram presas durante a operação. Houve perseguição e troca de tiros. Segundo as investigações da PF, a cocaína, provavelmente produzida na Colômbia, seria descarregada em algum local entre Nova Esperança e Paranavaí. A PF armou um cerco pela região aguardando a chegada dos traficantes. Além da F-250, os policiais viram um Astra branco, placas ADS-0228, que vinha na frente. Os dois carros tentaram fugir com a presença da polícia.
O também comerciante de veículos Adécio Grando, de 36 anos, que dirigia a caminhonete, foi atingido em uma das mãos e teve que receber atendimento no Hospital Universitário. Carlos Alexandre de Moraes, 24, e Misael Ramos Gomes, 29, apontados como ajudantes do comerciante, tentaram escapar pulando do carro, mas foram capturados logo em seguida. Dentro da F-250, os agentes acharam um fuzil Steyr calibre 556 de fabricação austríaca e uso restrito das forças armadas. Os três foram indiciados por tráfico internacional de entorpecentes. Grando, que segundo a polícia seria um dos líderes do grupo, foi autuado ainda por uso e porte ilegal de armas.
A PF continua à procura de O. R., motorista do Astra que conseguiu fugir. A polícia vai investigar se O. e Grando usavam o mercado de carros como fachada. A droga estava pronta para ser comercializada e foi reduzida em pequenos sacos plásticos, com peso variando de 500 a 800 gramas cada um. Como medida de segurança, a PF não divulgou o destino da cocaína, que pode permanecer em Maringá ou ser enviada para outros estados. Grando permanece na sede da PF. Carlos Alexandre e Misael foram levado para a delegacia de polícia.





