PF prende três por falsificação
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terça-feira, 04 de julho de 2000
Telma Elorza De Londrina 
A Polícia Federal de Londrina prendeu três suspeitos de integrarem uma quadrilha que há anos aplica golpes em todo Brasil, com a falsificação de folhas de cheques. Foram presos Luiz Carlos Angelosi, 38 anos, Odenir Machado Viegas Júnior, 42 anos, e Arno Lucas Mendes, 32 anos, em uma residência do Jardim Leonor (zona oeste de Londrina). Com eles, a polícia apreendeu um notebook (computador portátil), uma impressora a laser, disquetes, perfuradores de fotos, vários cheques preenchidos a maioria do Estado de São Paulo e mais de 800 folhas de cheque em branco de diversos bancos. Prisão e apreensão foram feitos na tarde de segunda-feira.
Segundo o delegado José Alberto Iegas, há dois anos a Polícia Federal investigava a quadrilha que aplicava golpes em bancos adulterando valores e falsicando cheques. Depois de um relatório que o nosso Núcleo de Inteligência fez, fomos atrás de algumas vítimas e conseguimos nomes e fotos. Solicitamos um mandato de busca e apreensão e entramos na casa, onde encontramos os três mais todo este material.
De acordo com Iegas, a quadrilha teria aplicado golpes até em Manaus (AM). A quadrilha é bem profissional. Iega disse que a Polícia Federal também obteve a informação de que Angelosi provavelmente o chefe da quadrilha e já condenado anteriormente por estelionato não só fazia a falsificação para seu próprio uso como também prestava serviços a outros interessados, cobrando uma taxa de participação.
Segundo o delegado, a Caixa Econômica Federal pode ter sido a maior vítima dos falsificadores. Entre os itens apreendidos, a Polícia Federal descobriu fotolitos (matrizes fotográficas para reprodução impressa) de requisição de talonários e de folhas de cheques daquele banco, inclusive com os códigos de barras. Com isso, podiam mandar imprimir em gráficas os talões de cheque. Eles tinham uma máquina leitora de códigos de barra para conferir se os cheques passariam sem problemas. Com o perfurador de fotos, eles trocavam as fotos nas carteiras de identidade, explicou. Iegas disse que a quadrilha escolhia empresas principalmente as que tiveram cheques furtados para falsificar cheques, por causa da grande movimentação de dinheiro.


