PF prende falsificadores de fitas
A Polícia Federal de Londrina prendeu em flagrante, ontem de manhã, três pessoas acusadas de falsificar fitas cassete e de ter contrabandeado duas máquinas reprodutoras (matrizes) em Jacarezinho. Humberto Silva, 40 anos, Alberto Silva, 26 e Andrea Morais, 22 anos, foram presos nas casas de Humberto e de Alberto, onde a PF encontrou várias fitas pirateadas, material para embalar os estojos das fitas, capas e duas máquinas reprodutoras.
De acordo com o delegado chefe da Polícia Federal, José Roberto Morel, esta não é a primeira vez que Humberto Silva é preso com este tipo de equipamento. Há quase dois anos ele foi preso, também em flagrante, pirateando fitas em Jacarezinho. A carroceria de uma picape ficou repleta de material falsificado por Silva e quatro copiadoras foram apreendidas. Apesar do flagrante, ele estava respondendo ao inquérito em liberdade.
Após a primeira prisão, demos um tempo e fomos investigar novamente se havia algum movimento em falsificação dos direitos autorais. Percebemos que a pirataria continuava, conseguimos um mandado de busca e apreensão e os prendemos em flagrante, contou Morel. O inquérito será encaminhado à Justiça Federal que poderá arbitrar a fiança dos três.
Eles ficarão detidos em Londrina, à disposição da Justiça. Porém, Morel acredita que eles perderão o direito de responder pelo crime em liberdade, uma vez que são reincidentes. A pena, caso sejam condenados em contrabando e falsificação de fitas cassete (violação dos direitos autorais), é de um a quatro anos de reclusão em cada um dos crimes.
Durante os depoimentos, os três acusados não quiseram falar com a imprensa. Orientados pelo advogado, não permitiram que fossem fotografados. A gente não tem nada a dizer para ninguém, disse Humberto Silva. Irritado, Alberto Silva também falava que não tinha nada a declarar e que não interessava a ninguém o que havia acontecido. Até o final da tarde a Polícia Federal ainda não tinha o número de fitas falsificadas ou capas apreendidas.
Cada máquina reprodutora (R$ 5 mil) tem capacidade de reproduzir até três fitas cassete em 1min30s. A fita virgem geralmente é falsificada na Ásia e chega ao Brasil custando R$ 0,36. As capas são impressas em papel de baixa qualidade custando cerca de R$ 15,00 o milheiro. O custo final de falsificação sai em torno de R$ 0,40 por fita. Os ambulantes as revendem por preços que variam de R$ 1,50 a R$ 3,00.Dorico da SilvaDireitos autoraisPoliciais federais conferem o material falsificado apreendido ontem; trio é reincidente neste crimeAlexandre Sanches





