Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
A Polícia Federal prendeu, no final da tarde de anteontem, dois funcionários de uma empresa que presta serviços à Delegacia da Receita Federal em Foz do Iguaçu, sob a acusação de desviar cigarro apreendido do depósito do órgão. Mesmo não sendo funcionários públicos, eles deverão ser indiciados por peculato (crime praticado por servidor público que aproveita das condições de seu trabalho para obter benefício). A pena para peculato vai de dois a 12 anos de prisão.
Joel Carlos Bubanz e Lirio Figlerski são funcionários da empresa Liderança Limpeza e Conservação, contratada pela Receita Federal. A delegada do órgão, Maria Angélica Toledo Castro, não forneceu muitas informações sobre o suposto desvio da mercadoria.
Segundo ela, os dois homens foram flagrados com ‘‘pequena quantidade’’ de cigarro, sem esclarecer em que circunstâncias isso ocorreu. Outros funcionários, ao perceberem a chegada da polícia, teriam corrido para o banheiro e jogado o cigarro nos cestos de lixo, para escapar do flagrante.
Em Engenheiro Beltrão (30 km ao norte de Campo Mourão), policiais federais apreenderam anteontem à noite 5,5 mil pacotes de cigarro em um barracão no distrito de Sertãozinho. No local foram localizados ainda 80 pneus de motos, 90 câmaras de ar de moto, bicicleta e carro, peças de motocicletas importadas e 144 latas de achocolatado.
A mercadoria foi avaliada em aproximadamente R$ 100 mil. A Polícia Federal vinha investigando pistas de um depósito de contrabando na região há algumas semanas, até chegar ao barracão, que fica em uma propriedade agrícola.
Apenas o dono da área, que a polícia não informou o nome, foi identificado, mas comprovou não ter ligação com as mercadorias. Segundo o delegado da PF em Maringá, José Ferreira de Oliveira, a polícia vai agora procurar os responsáveis pelo produto apreendido. Foi o terceiro barracão com contrabando localizado pela polícia nos últimos três meses.
A PF acredita que o depósito de mercadorias na região faz parte da estratégia dos sacoleiros, que levam a carga por trechos para fugir da fiscalização. (Colaborou Marcos Zanatta, de Maringá)

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