PF pede interdição da cadeia
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quarta-feira, 27 de junho de 2001
Alexandre Palmar De Foz do Iguaçu 
A Polícia Federal, em Foz do Iguaçu, pediu ao Ministério Público Federal e a Justiça Federal a interdição da cadeia da delegacia devido a falta de condições do prédio para abrigar os presos. A precariedade da unidade e a superlotação são as principais responsáveis pelas tentativas de evasão dos detentos. Somente neste ano, os presos tentaram fugir em cinco ocasiões.
A unidade recebeu pareceres do Corpo de Bombeiros, Vigilância Santiária, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Centro de Direitos Humanos (CDH) reprovando o estado de conservação do prédio, situado no centro da cidade e adptado para servir como delegacia. A PF aguarda um último laudo, desta vez do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea), para confirmar a condenação da estrutura.
Entre os problemas apontados nas vistorias está a falta de ventilação e ausência de um lugar onde os presos possam permanecer expostos ao Sol. As repartições não têm solário. Elas estão localizadas na parte inferior da divisão, numa espécie de porão. Outra falha é a precariedade das paredes. Em maio, por exemplo, um grupo cavou um buraco que tinha como saída a Avenida Brasil, principal via urbana do município. A falta de condições de higiene, de dormitório e sistema elétrica completam a lista de deficiências.
Ontem, as cinco celas da cadeia, que deveriam abrigar no máximo 18 pessoas de maneira provisória, estavam com 63 pessoas a maioria acusada de tráfico internacional de drogas e contrabando de armas via Ponte da Amizade (Brasil/Paraguai). Segundo a Polícia Federal, do universo de presos, 36 já foram condenados e deveriam ser transferidos para um presídio. A situação pode piorar caso uma das celas seja fechada em virtude do perigo de fuga, como sugeriram os pareces técnicos.
Para o delegado-chefe da PF em Foz, Joaquim Claudio Figueiredo Mesquista, a solução seria a construção de um presídio para abrigar todos os presos da cidade, já que a Cadeia Pública de Três Lagoas (de responsalibidade do governo do Paraná) também sempre está superlotada. O projeto para edificação de uma penitenciária federal em Foz aguarda, há mais de um ano, uma resposta concreta do Ministério da Justiça.


