O chefe da Comissão de Vigilância da Polícia Federal (PF) em Londrina, delegado Sandro Roberto Viana dos Santos, solicitou informações sobre a tentativa de assalto a um veículo Gol, da Transportes Gritsch, ocorrida na última segunda-feira. A empresa carregava malotes para o banco HSBC. A PF quer saber como era feito esse transporte, por quem, qual o conteúdo dos malotes e também a responsabilidade do banco e da empresa Gristch.
O Gol foi abordado por dois homens em uma moto, que anunciaram o assalto quando o veículo aguardava a abertura do semáforo na esquina da Rua Benjamim Constant com Avenida São Paulo, no centro de Londrina. Segundo a Polícia Civil, foram disparados pelo menos seis tiros. Manoel Carlos, de 82 anos, morreu atingido por uma das balas; a vendedora Adriane Morástica, 24 anos, e o policial militar Celso Amauri Alves saíram feridos. A Polícia investiga se houve reação do policial.
Santos pretende ouvir os representantes do banco, da transportadora e o PM, que era um dos dois ocupantes do Gol. ‘‘O trabalho de policiais militares (atuando como vigilantes) é irregular. O transporte tem que ser feito por empresas especializadas em segurança, que possuam vigilantes profissionais’’, apontou o delegado.
Além disso, a legislação para transporte de valores determina que a quantia de até 7 mil Ufirs (cerca de R$ 7 mil) pode ser transportada em carros, desde que acompanhada de um funcionário da empresa. Acima de 7 mil até 20 mil Ufirs, o transporte deve ser feito por dois vigilantes profissionais e um funcionário da empresa proprietária do valor. O transporte de quantia superior a 20 mil Ufirs só pode ser feito por carro-forte. O delegado lembrou que a determinação vale tanto para valores em dinheiro quanto para cheques.
A assessoria de imprensa do HSBC em São Paulo confirmou ontem que o veículo transportava um malote contendo documentos administrativos e cheques de uma agência para o centro de serviços do banco. A assessoria, entretanto, não informou o valor total que estava sendo transportado. Sobre o fato de haver um PM fazendo a segurança do malote, a assessoria argumentou que não cabe ao banco comentar essa irregularidade.
Procurada pela reportagem, o diretor da Transportes Gritsch, Tércio (ele forneceu apenas o primeiro nome), disse que a empresa levava apenas documentos administrativos para o banco, um serviço executado em todo o País. O mesmo diretor afirmou desconhecer se havia cheques no malote que estava sendo transportado no veículo em Londrina. ‘‘Não temos acesso ao conteúdo do malote’’, garantiu. Tércio assegurou que ‘‘desconhecia’’ que o policial militar prestava serviço para a empresa e que portava arma.

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