PF ouve ex-presidente da Comurb
Lúcio Horta
De Londrina
O ex-presidente da Comurb, Kakunen Kyosen, foi ouvido ontem de manhã pelo delegado João Luiz do Prado, da Polícia Federal, no inquérito que apura falsificação em Certificados de Regularidade de Situação relativa ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) das empresas Ecodata Engenharia e Serviços Especializados de Computação Ltda., de Curitiba, e Sistema Design Arquitetura e Urbanismo, de Araucária. As empresas teriam apresentados documentos falsos para participar de licitações da AMA realizadas no ano passado.
Kakunen foi chamado para depor porque assinou um ofício, endereçado à Caixa Econômica Federal, no dia 18 de maio deste ano, pedindo informações sobre certidões negativas do FGTS da Ecodata, Sistema e também da Esteio, de Curitiba, e Londriareia, de Londrina. Na saída do depoimento de ontem, ele informou que solicitou as informações à Caixa na qualidade de auditor do município e porque desconfiou que os documentos pudessem ser falsos.
A auditoria interna identificou que poderia haver alguma irregularidade na documentação. Então, como se trata de um documento expedido pela Caixa Econômica Federal, nós pedimos que a Caixa nos atestasse de sua autenticidade, disse Kakunen. Ele acrescentou que a auditoria interna não tomou qualquer atitude em relação às empresas ou licitações porque a Caixa não teria respondido o ofício.
A assessoria de imprensa da Caixa, em Londrina, informou que a solicitação da auditoria foi respondida no dia 19 de maio, por meio do ofício 4616/99, da Agência Londrina. A resposta informava quais foram as últimas certidões de regularidade do FGTS emitidas por três das quatro empresas citadas. As informações foram repassadas, no dia 21 de maio, para o departamento jurídico da Caixa, que posteriormente solicitou à PF a abertura de inquérito.
Ontem seriam também ouvidos Eduardo Alonso, ex-secretário administrativo financeiro da Comurb; e Mary Mieko Sogabe Nakagawa, ex-funcionárias da Comurb. A convocação para os depoimentos, no entanto, foi enviada à Prefeitura de Londrina, onde hoje apenas Kakunen ainda é funcionário.





