A Polícia Federal de Londrina ouviu no início do mês Lorival Neves dos Santos, acusado por envolvimento com derrame de notas falsas no Rio de Janeiro. O londrinense seria o fornecedor de notas falsas de R$ 50,00, apreendidas no ano passado naquela cidade. As primeiras investigações foram feitas pelo delegado da Polícia Civil do bairro de Madureira (RJ), Augusto Medeiros de Paiva, e depois passaram para o setor de Repressão a Crimes Fazendários da PF carioca.
O nome de Lorival foi descoberto na agenda de Abel Moreira da Rocha Pinto Filho, preso em flagrante quando vendia R$ 8 mil falsos (por R$ 4 mil) ao detetive Luis Renato de Carvalho Panisset, que investigava o caso. Lorival foi ouvido pelo delegado operacional da Polícia Federal de Londrina, João Luis do Prado.
No relatório sobre as investigações do detetive Panisset, consta que o dinheiro falso vinha de Londrina por intermédio de Lorival. Abel faria as vendas no Rio de Janeiro. O policial afirmou que o acusado não dizia para ninguém onde se hospedava. ‘‘Lorival chegava na cidade com dinheiro trazido do Paraná e no Largo da Carioca entregava ao Abel. Lorival passava as notas falsas, recebia o dinheiro adiantado da venda e desaparecia.’’ A Polícia Civil do Rio de Janeiro estima que, no ano passado, a quadrilha tenha derramado no Rio de Janeiro mais R$ 200 mil. Lorival negou seu envolvimento com a quadrilha de falsários.
Foram também ouvidos na Polícia Federal o advogado José Ives e outro suspeito identificado como João Edson. Eles também negaram envolvimento com a quadrilha. José Ives está indiciado em inquérito policial no golpe ‘‘três por um’’, que envolve policiais civis de Londrina. O inquérito há mais de um ano tramita na Justiça comum e até agora nenhum dos envolvidos foi denunciado.
Lorival chegou a ser envolvido no assassinato do agricultor russo Kusma Ovichinnikov e de seu filho Sava, ocorrido em 25 de junho. O acusado disse que apenas serviu de intermediário entre o russo e Jairton da Silva Aleixo para a venda de um caminhão. O veículo serviu de isca para a vítima ser assaltada e morta por dois ladrões contratados por Jairton. Foram roubados R$ 15 mil do russo.

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