PF já tem projeto para construir nova sede. Faltam os recursos
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segunda-feira, 02 de junho de 1997
Luka Morais 
Mário CésarA plantaO reitor Proença Testa, o deputado Janene e o delegado Morel: atrás de recursos do orçamento federalO chefe da Delegacia da Polícia Federal de Londrina, José Roberto Morel, entregou ontem ao deputado federal José Janene (PPB) a planta baixa do prédio da delegacia da PF, que deverá ser construído no terreno localizado na rua Tietê (área central). O deputado integra a comissão mista de planos e orçamento da Câmara dos Deputados. Vamos conseguir os recursos para erguer o prédio, garantiu ele. A obra, com mais de 2 mil metros quadrados, está orçada em R$ 1.114.000,00.
A planta foi executada pela arquiteta Elizete Saldanha Borsato, da prefeitura do campus da Universidade de Londrina. O reitor da UEL, Jackson Proença Testa, informou que a planta e, posteriormente, o projeto serão doados pela universidade. É uma colaboração da UEL, disse.
A planta prevê a construção de um prédio de dois andares, com 46 salas, no terreno de 4.800 metros quadrados pertencente à PF. A área, segundo o delegado Morel, foi doada pela Prefeitura 10 anos atrás.
O deputado José Janene disse que já conseguiu alocar recursos (R$ 700 mil) para a execução do projeto, mas que não foram liberados ainda em função de problemas burocráticos. Tenho a promessa do Ministro da Justiça, Iris Rezende, de que serão alocados recursos de outras fontes para essa construção.
Janene afirmou que a construção é necessária já que a Polícia Federal de Londrina ocupa posição de destaque no combate ao tráfico de drogas. Disse que na próxima sexta-feira entrega o pedido de dotação orçamentária. A partir de julho, os deputados iniciam a votação do orçamento para o ano que vem. Na pior das hipóteses, a obra será incluída no próximo orçamento, diz o deputado. Ele acredita na possibilidade de iniciar a construção com créditos suplementares. A previsão é de que a obra seja concluída em 180 dias.
O delegado Roberto Morel disse que, além da necessidade de espaço, o prédio onde funciona a delegacia há seis anos terá que ser desocupado em breve. Ele informa que a Receita Federal se apropriou do imóvel por tributos não pagos. A proprietária apresentou recurso e conseguiu ser beneficiada. Hoje o valor do tributo é irrisório e ela terá o direito de adquirir o imóvel, diz Morel.
Conforme o delegado, o prédio localizado na rua Quintino Bocaiúva não corresponde às necessidades. Faltam salas para os escrivães e precisamos de um local adequado às funções da PF, diz. O delegado faz referência ao trabalho desenvolvido pela Polícia Previdenciária, que há um ano atua na área dos crimes contra o INSS. Outro setor, destaca Morel, é o dos crimes contra os Direitos Humanos - entre eles, o de tortura e sevícia, também de competência da PF.


