Curitiba - A Polícia Federal (PF) começou as investigações para indentificar a rota das quase quatro toneladas de cocaína apreendidas na quinta-feira no Terminal de Contêineres de Paranaguá (TPC), Litoral do Estado. A intenção da polícia é reconhecer o autor do delito e responsabilizar criminalmente os envolvidos. Um inquérito policial foi aberto em Paranaguá mas, de acordo com delegados encarregados do caso, ainda é cedo para falar de responsabilidade criminal. Até agora, ninguém foi preso.
Além de buscar o dono da carga, a polícia investiga também o fluxo financeiro da droga e quanto de dinheiro iria movimentar se chegasse a seu destino final, a Romênia, no leste europeu. A estimativa é de que carga de cocaína pura poderia se transformar em até 800 milhões de euros. A apreensão é a segunda maior já feita na história do Brasil e a maior realizada na região Sul. Em 1994, a polícia apreendeu sete toneladas no Tocantins.
Os 3.778 quilos de cocaína chegaram a Curitiba por volta das 10 horas da manhã de ontem, escoltados por viaturas das polícias federal e militar e ficou na Superintendência Regional da PF, no bairro Santa Cândida. Depois da autorização da Justiça e do Ministério Público (MP), a droga foi incinerada, na tarde de ontem, em uma empresa de cimentos em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
Parte da droga foi separada para análise. O objetivo é identificar origem da cocaína, embora a polícia desconfie que grande parte venha da Colômbia.
A droga estava separada em tijolos de um quilo, seguindo o padrão do tráfico internacional. Os pacotes estavam prensados dentro de um carregamento de madeira. A polícia chegou à carga depois de um contato da Interpol. Na sexta-feira, 1,2 tonelada de cocaína foi apreendida na Romênia, tendo saído do Porto de Paranaguá. Um carregamento semelhante chamou a atenção da polícia brasileira, que passou a investigar o cas o. A droga estava separada em cinco contêineres. Agora, a PF investiga a rota dos contêineres para saber como a droga chegou a Paranaguá.
De acordo com o delegado da Polícia Federal Wagner Mesquita de Oliveira, que comandou a opereção, a exportadora, com sede em São Paulo, e a frabricante da madeira são empresas diferentes. Segundo ele, a empresa investigada exporta madeira há dois anos para diferentes países, tendo inclusive a Romênia na rota. Oliveira ainda não sabe se a droga foi aglutinada no Brasil ou em países vizinhos, mas há indícios de que ela chegou ao País de formas diferentes.

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