PF investiga ligações na região
A Polícia Federal de Londrina continua as investigações na região para tentar descobrir possíveis ligações com o grupo que foi preso na segunda-feira, após a apreensão de 300 quilos de cocaína na cidade. A droga foi encontrada na mansão do pecuarista José Antônio Daher, conhecido por Zezo. Uma parte (210 quilos) seria mandada para a Espanha através de contêineres com frangos congelados. A exportação seria feita pela empresa Arábica Industrial e Exportação de Café, Madeira e Aves, de propriedade de David Rodrigues Alfredo. A outra parte seria levada até Brasília. David e Daher dividiriam US$ 200 mil caso a droga chegasse aos destinos.
Ontem à tarde os policiais federais voltaram do porto de São Francisco do Sul (SC), onde revisaram uma carga de madeira que seria exportada para Portugal pela Arábica. Todo o carregamento foi aberto mas não foi achada cocaína como a PF desconfiava. Os escritórios regionais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) de Londrina e Curitiba informaram, ontem, que a Arábica Industrial não está cadastrada, e portanto não habilitada a operar com o corte, acondicionamento e exportação de madeiras no Paraná.
O delegado-superintendente da PF, José Roberto Morel, disse que Daher e Azevedo estariam experimentando uma melhor forma de mandar o tóxico para a Europa, usando exportação de madeira, café e aves congeladas. Eles poderiam estar testando o esquema de fiscalização nos portos de embarque e desembarque para depois sim mandarem a cocaína escondida, disse.
Como medida de segurança, Daher e David estão presos em uma ala especial na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL), junto com o piloto Cesar Rafael Ribeiro Quintana e três colombianos do Cartel de Cali. A cocaína veio de avião da Colômbia e foi descarregada em uma pista de pouso na fazenda Santa Maria, pertencente a Daher, localizada em Ortigueira.Arquivo FolhaOperaçãoO superintendente da PF, Roberto Morel: Policiais não encontraram drogas em carga no porto de SCPaulo Ubiratan





