Da Sucursal

Albari RosaSilêncioNinguém fala sobre o assunto no setor de Veterinária da UFPR; ao fundo, alunos conversam no pátio do departamentoA Polícia Federal está investigando uma denúncia de irregularidade em concurso realizado no Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Um dos candidatos afirma ter sido preterido em benefício de outro, apesar de ter alcançado a maior nota.
O concurso previa a contratação de um professor auxiliar na disciplina ‘‘Afecções Causadas por Agentes Tóxicos’’. As provas ocorreram de 21 a 25 de outubro do ano passado, com a participação de cinco candidatos.
O candidato Marcos Vinícius Ferrari, funcionário do Hospital Veterinário da UFPR, pediu a revisão do concurso na universidade e a averiguação de irregularidades junto à Procuradoria da República. Ele teria encontrado as notas de cada concorrente no lixo do Departamento de Medicina Veterinária e constatado que teve a melhor colocação.
Um processo administrativo foi pedido pelo candidato derrotado junto à UFPR, que pode instaurar sindicância para apurar se houve favorecimento no caso.
A candidata aprovada pela banca, Silvana Krychak, é acusada no processo aberta na PF de usurpação de função pública, por ter dado aulas sem estar habilitada. Ela é aluna de pós-graduação da UFPR.
Segundo informação do chefe do Departamento de Medicina Veterinária, professor Ivan Zulian (que participou da banca examinadora), o concurso já foi anulado pelo Conselho Setorial do Setor de Ciências Agrárias. A disciplina ‘‘Afecções Causadas por Agentes Tóxicos’’ está sendo dada por um professor que já fazia parte do quadro da UFPR.
A denúncia do candidato que se sentiu prejudicado foi encaminhada à Procuradoria da República. O procurador regional dos Direitos do Cidadão, Mário Ghisi, pediu a abertura de inquérito junto à PF com base nos indícios de irregularidades.
O processo na PF está em fase de instrução, com a convocação das testemunhas e pessoas envolvidas para depor. Marcos Vinícius Ferrari já foi ouvido e apresentou as provas encontradas na universidade. Agora a polícia está convocando os demais envolvidos para apresentar defesa.
Todos os envolvidos no caso, desde a Procuradoria da República, à Polícia Federal e ao candidato envolvido, admitem que o caso foi denunciado, que há indícios de irregularidades, e que o processo foi instaurado, mas se negaram a dar declarações oficialmente sobre o caso, enquanto o processo não for concluído.

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